O Ministério do Turismo usou a Green Zone da COP30, em Belém, para ampliar a discussão sobre o futuro do ecoturismo no país. No estande “Conheça o Brasil”, especialistas defenderam que o segmento pode, e deve, ser peça-chave para conservar biomas, fortalecer comunidades tradicionais e criar um turismo que deixe legado real, e não apenas discurso.
O painel, moderado por Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do MTur, buscou trazer o tema para o centro da pauta ambiental. Segundo ela, o foco está em políticas que “fortaleçam o turismo em unidades de conservação, o turismo de base comunitária e a sociobiodiversidade”, sempre guiadas por dados e evidências.
Quem reforçou essa visão foi a professora da Universidade Federal do Pará, Rita Pantoja, ao lembrar que ecoturismo não é vitrine bonita, mas compromisso de longo prazo. “Queremos que as discussões se traduzam em ações práticas para nossas comunidades”, disse. Para ela, a COP30 é um ponto de virada para que o Brasil assuma de vez o papel de liderança em turismo sustentável.
A vereadora de Belém, Nay Barbalho, seguiu a mesma linha. “É uma oportunidade de mostrar o potencial do Brasil e o legado que queremos deixar”, afirmou, destacando que o Pará vive uma chance histórica com o evento.
A programação da COP também trouxe anúncios que mostram a intenção do governo de estruturar novos produtos turísticos. Um deles é a Trilha Amazônia Atlântica, lançada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. São 468 quilômetros que conectam áreas protegidas, comunidades tradicionais e patrimônio histórico, criando a maior trilha de longa distância da América Latina.
Outro destaque foi a apresentação do Diagnóstico de Políticas Públicas e do Guia de Boas Práticas do Turismo de Observação de Aves, desenvolvidos com apoio da UNESCO. O objetivo é preparar o país para aproveitar, com responsabilidade, um segmento que cresce no mundo todo e depende diretamente da conservação dos habitats.
Durante toda a COP30, o MTur mantém uma agenda intensa no Auditório Carimbó, com debates sobre turismo regenerativo, financiamento climático e justiça ambiental. A proposta é simples e direta: colocar o setor turístico no centro da discussão sobre clima, e mostrar que desenvolvimento econômico e proteção da natureza não caminham em lados opostos.
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