Se no futebol uma derrota por 5 a 0 é uma goleada para se esquecer, a noite deste domingo no Oscar 2026 será celebrada pelo cinema nacional, ainda que de Los Angeles nenhum brasileiro tenha saído com uma estatueta.
O país não conseguiu transformar nenhuma das cinco inéditas indicações na edição deste ano na maior cerimônia do cinema mundial em prêmios.
A expectativa era alta, sobretudo após a vitória histórica do Brasil no ano anterior. Em 2025, Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, tornando-se a primeira produção brasileira a vencer uma categoria competitiva da premiação.
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Em 2026, o Brasil chegou novamente forte à disputa. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Direção de Elenco) igualando Cidade de Deus como o longa brasileiro com mais indicações ao Oscar. Ao mesmo tempo, Adolpho Veloso entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado à categoria de Melhor Fotografia. Mas perdeu em todas.
Gosto amargo não apaga ano histórico
Mesmo sem vitórias na cerimônia, a temporada de premiações foi considerada uma das mais bem-sucedidas do cinema brasileiro recente. O destaque internacional de O Agente Secreto ao longo do ano incluiu mais de 60 prêmios em festivais e associações de crítica desde a estreia no Festival de Cannes.

A presença brasileira na principal premiação do cinema mundial também consolidou um momento de visibilidade internacional para a indústria audiovisual do país. Nos últimos anos, produções brasileiras têm ampliado presença em festivais e no mercado global, impulsionadas por investimentos públicos e pela crescente demanda internacional por conteúdos locais.
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Se a noite do Oscar terminou sem troféus, o clima que acompanhou a temporada lembrava a atmosfera de grandes competições esportivas. Tradicionalmente conhecido como o país do futebol, o Brasil chegou à cerimônia embalado pela expectativa de repetir o triunfo do ano anterior. O bicampeonato não veio. Mas, pelo menos neste campo, o Brasil já pode assegurar o título de país do cinema.

