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Brasil amplia malha aérea internacional e prevê dezenas de novos voos

Brasil amplia malha aérea internacional e prevê dezenas de novos voos

Crescimento do mercado mundial impacta o Brasil e indicam reforço da conectividade com Europa, Américas, África e Oriente Médio

O Brasil inicia 2026 com um reforço relevante em sua conectividade aérea internacional, impulsionado pela confirmação de 64 novos voos e dezesseis frequências adicionais programadas até setembro do próximo ano.

As operações já foram autorizadas pela ANAC e envolvem companhias nacionais e estrangeiras, sinalizando uma expansão consistente da oferta internacional após o forte desempenho registrado em 2025. A ampliação da malha ocorre em um contexto de recuperação consolidada do transporte aéreo global e de crescimento da demanda por viagens internacionais com destino ao Brasil.

As novas operações abrangem diferentes regiões do mundo e incluem empresas como Aerolíneas Argentinas, Gol, Latam, American Airlines, Air France, Iberia, TAP, Turkish Airlines, Qatar Airways, Copa Airlines e Air Transat, além de transportadoras de baixo custo que ampliam a oferta regional na América do Sul.

Entre os destaques confirmados estão o aumento de frequências na ligação entre Doha e São Paulo, com três voos semanais adicionais a partir de fevereiro, reforçando a presença do hub do Oriente Médio no mercado brasileiro. Também estão previstos incrementos significativos em rotas de lazer, como Punta Cana–São Paulo e Bariloche–São Paulo, que ganham novos voos a partir de julho, refletindo a forte demanda sazonal e o peso do turismo no planejamento das companhias.

A expansão não se limita a um único eixo geográfico. Na Europa, novas ligações e frequências adicionais devem conectar cidades da França, Bélgica, Holanda, Portugal e Espanha a destinos como Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Na América do Sul, a malha será reforçada em rotas entre Argentina, Chile e Paraguai e cidades brasileiras como Florianópolis, Maceió, Cabo Frio e São Paulo, consolidando o continente como principal mercado emissor.

Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá ampliam sua presença sobretudo nas ligações com o Rio de Janeiro, enquanto a América Central passa a contar com novos voos entre a Cidade do Panamá e Salvador. A África também entra no radar da expansão, com previsão de novas operações entre a Cidade do Cabo e São Paulo. Já na Ásia, além do crescimento das frequências com o Catar, está prevista a ampliação da rota entre Istambul e São Paulo, fortalecendo o acesso ao mercado asiático via conexões.

Os números recentes ajudam a contextualizar o movimento. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros, um recorde histórico, enquanto o total de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais alcançou 129,6 milhões. O segmento internacional respondeu por 28,4 milhões de passageiros, crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior. Apenas em dezembro, a capacidade internacional superou em 36,7% os níveis de outubro de 2019, antes da pandemia.

A distribuição da malha evidencia a concentração dos voos internacionais em poucos aeroportos. São Paulo responde por mais da metade das operações, seguido pelo Rio de Janeiro, enquanto Florianópolis aparece como terceiro principal ponto de entrada. Na origem dos voos, a América Latina lidera com folga, tendo a Argentina como principal mercado, seguida por Estados Unidos e Chile.

Embora o discurso institucional destaque os impactos positivos para o turismo, os dados também refletem uma leitura mais ampla das companhias aéreas sobre a maturidade da demanda e a viabilidade econômica das rotas.

O aumento de voos e assentos indica melhora no mercado brasileiro, mas também reforça desafios estruturais, como infraestrutura aeroportuária, custos operacionais e a necessidade de previsibilidade regulatória para sustentar o crescimento no médio e longo prazo.





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