Bonito pra Chover (Scortecci Editora) é o quarto livro de Marisa Biasoli. Talvez o mais recolhido. O que caminha em silêncio, atento aos rastros mínimos — aqueles que só aparecem quando o tempo desacelera. Há nele a maturidade de quem atravessou paisagens literárias e retorna, não por saudade, mas por lealdade ao que a constituiu. A infância, aqui, não é lembrança: é matéria viva. Marisa a toca como quem abre uma gaveta antiga com extremo cuidado, para que os cheiros não se dissipem, para que os silêncios permaneçam intactos. Bonito pra Chover é esse céu fechado de memórias que, quando se abre, não estala — infiltra, umedece, fecunda.
“Bonito pra chover” era anúncio e promessa. Dizia do peso do céu e da esperança contida na espera. Assim são estes poemas: nuvens carregadas de passado que ainda precipitam. Dentro delas, Fortaleza, Guaramiranga, Ribeirão Preto — não como cidades, mas como vozes, gestos, respirações. Lugares onde o afeto criou morada. Onde as mãos dos avós sustentaram o mundo. Onde o quintal foi origem e a terra, depois da chuva, voltou a escurecer. Os avós atravessam o livro como raiz profunda. Estão no cheiro da terra molhada, no bolinho de polvilho feito sem receita, no tempo demorado das coisas cuidadas. São presença que não passa, memória que ancora. Eles estão também na dedicatória de Marisa, em “Bonito pra chover”.
SOBRE A AUTORA
Marisa Biasoli, é cearense de Fortaleza e tem raízes familiares e afetivas no interior de São Paulo. Começou a escrever muito cedo, criança ainda, quando editava e distribuía com os familiares e amigos, um jornal feito em folhas de caderno, usando papel carbono. A convivência principalmente com os avós materno e paterno, foi decisiva para apresentar à menina tímida, um mundo de palavras, em forma de poemas e rimas. A infância vivida ora no centro de Fortaleza, numa casa de amplas varandas e rico quintal, testemunha de procissões e desfiles de carnaval, ora nos campinhos de terra vermelha, em Ribeirão Preto, com os primos e os avós, são matéria prima de seus trabalhos. Seu primeiro livro, foi em “Em Silêncio” publicado em 1981, em parceria com a escritora, Cidinha Fonseca. Depois vieram “Noite Adentro” (1983), “OLho D’Água” (2023) e finalmente em 2026 “Bonito pra chover“. ambos editados pela Scortecci. Participou do Grupo literário Comboio Vida & Arte e das antologias da Scortecci: Construtores de Amigos (2023), Além do Tempo (2024) e Na Linha das Palavras (2025).
MARISA E VALBER BENEVIDES (Ilustrador)
Valber Benevides é natural de Itapipoca, Ceará e desde muito
cedo, já demonstrava seu talento, desenhando os amigos da escola. Chargista do Jornal “O Povo” , durante
muitos anos, seu nome figura entre os maiores caricaturistas do País. Multiartista, transita em várias linguagens, pois
além de pintor, é escultor, chargista, ilustrador e quadrinista, tendo suas
obras exibidas no Brasil e no exterior.
LANÇAMENTO OFICIAL
Dia 14 de abril de 2026 – Terça-feira – 19h
Local: BLEECKER CAFÉ
Rua Silva Paulet, 1281 – Aldeota – Fortaleza – Ceará
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