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Bombardeiros da Rússia e da China realizam patrulha perto do Japão

Rússia e China conduziram uma patrulha aérea conjunta com bombardeiros estratégicos perto do Japão, levando Tóquio a classificar a operação como uma demonstração de força regional

Bombardeiros estratégicos da Rússia e da China realizaram na última terça-feira (9), uma patrulha aérea conjunta de longa duração nas proximidades do Japão e da Coreia do Sul, em uma operação descrita por Tóquio como um agravamento das tensões regionais.

Segundo o Ministério da Defesa japonês, a atividade ocorreu no Mar do Japão, no Estreito de Tsushima e no Mar da China Oriental, aproximando-se de áreas sensíveis, incluindo Okinawa e a região próxima à ilha de Shikoku.

De acordo com informações divulgadas por Tóquio, dois bombardeiros russos Tupolev Tu-95 partiram do Mar do Japão e seguiram rumo ao sul, encontrando-se com dois bombardeiros chineses Xian H-6 no Mar da China Oriental. As aeronaves foram acompanhadas durante parte do voo por oito caças chineses J-16 e pela aeronave russa de alerta aéreo antecipado A-50. O exercício teria durado cerca de oito horas, segundo a imprensa estatal russa.

A Força Aérea de Autodefesa do Japão acionou caças para monitorar a movimentação sino-russa. A Coreia do Sul também mobilizou aeronaves de interceptação, embora tenha informado que os aviões russos e chineses não entraram em seu espaço aéreo.

Em declaração pública, o ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou que as repetidas patrulhas conjuntas de bombardeiros indicam uma ampliação e intensificação das atividades militares ao redor do país, com clara intenção de demonstrar poder militar, representando, o que classificou como uma preocupação significativa para a segurança nacional japonesa.

Autoridades dos Estados Unidos também se manifestaram, afirmando que as ações recentes da China como prejudiciais à estabilidade regional, segundo nota citada pelo The Wall Street Journal.

Todavia, os governos Rússia e China afirmaram que a operação fez parte da cooperação militar regular entre os dois países e não teve como objetivo atingir ou provocar tensões em terceiros. Segundo o Ministério da Defesa russo, as aeronaves atuaram estritamente de acordo com o direito internacional e não violaram o espaço aéreo de outros países. Em comunicado reproduzido pela agência russa Interfax, Moscou declarou que a patrulha integra o plano de cooperação militar bilateral para 2025.

Deterioração das relações entre Japão e China

O voo de bombardeiros ocorreu em um contexto de deterioração das relações entre Japão e China, após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre a possibilidade de o Japão ser arrastado para um eventual conflito em torno de Taiwan.

Na ocasião, Pequim reagiu com críticas severas, medidas diplomáticas e ameaças comerciais, aumentando a tensão política no Leste Asiático.

Autoridades chinesas também ressaltaram que esta foi a décima patrulha conjunta desse tipo no Mar da China Oriental e no Pacífico Ocidental desde o início desses exercícios, realizados anualmente desde 2019.





Fonte

Redação

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