A Boeing encerrou o quarto trimestre de 2025 com receita de US$ 23,9 bilhões, impulsionada principalmente por 160 entregas de aeronaves comerciais e pela melhora do desempenho operacional. No acumulado do ano, a companhia somou US$ 89,5 bilhões em receita e 600 entregas, os maiores volumes anuais desde 2018, além de elevar sua carteira total de pedidos para um recorde de US$ 682 bilhões, que inclui mais de 6.100 aeronaves comerciais.
O resultado trimestral refletiu ainda movimentos estratégicos relevantes. Em dezembro, a Boeing concluiu a aquisição da Spirit AeroSystems, reforçando o foco em segurança, qualidade e estabilidade da produção. No mesmo período, finalizou a venda da divisão de Soluções de Aviação Digital, operação que gerou um ganho de US$ 9,6 bilhões e teve impacto direto nos lucros do trimestre.
No quarto trimestre, o lucro por ação GAAP foi de US$ 10,23, enquanto o lucro por ação principal, em base não GAAP, alcançou US$ 9,92. O fluxo de caixa operacional somou US$ 1,3 bilhão e o fluxo de caixa livre não GAAP ficou em US$ 0,4 bilhão, revertendo o cenário negativo observado no mesmo período do ano anterior.
Ao longo de 2025, a empresa reportou fluxo de caixa operacional positivo de US$ 1,1 bilhão, frente a um consumo de US$ 12,1 bilhões em 2024. A melhora foi atribuída ao aumento das entregas comerciais e ao melhor gerenciamento do capital de giro, parcialmente compensados por maiores investimentos em instalações industriais, especialmente em Charleston e Saint Louis.
“Fizemos progressos significativos em nossa recuperação em 2025 e estabelecemos as bases para manter nosso impulso no ano que vem”, afirmou Kelly Ortberg, presidente e CEO da Boeing. Segundo ele, a companhia segue focada em estabilizar operações, concluir programas de desenvolvimento, reconstruir a confiança dos stakeholders e restaurar plenamente a força da marca Boeing.
A divisão de Aviões Comerciais registrou receita de US$ 11,4 bilhões no quarto trimestre, mais que o dobro do volume apurado um ano antes, refletindo o aumento das entregas e a melhora operacional. A margem operacional permaneceu negativa, em 5,6%, mas apresentou avanço significativo em relação ao trimestre equivalente de 2024. No ano, o segmento alcançou 600 entregas e receita de US$ 41,5 bilhões.
Durante o trimestre, o programa 737 elevou a taxa de produção para 42 aeronaves por mês e recebeu autorização da Administração Federal de Aviação para iniciar a fase final dos testes de voo de certificação do 737-10. O 787 avançou na transição para uma cadência de oito aeronaves mensais, enquanto o 777X entrou na fase 3 dos testes de voo de certificação do 777-9, com primeira entrega ainda prevista para 2027.
A Boeing encerrou o trimestre com 336 pedidos líquidos em Aviação Comercial, incluindo encomendas relevantes da Alaska Airlines e da Emirates. A carteira do segmento superou 6.100 aeronaves, avaliadas em US$ 567 bilhões.
Na área de Defesa, Espaço e Segurança, a receita trimestral atingiu US$ 7,4 bilhões, com redução expressiva das perdas operacionais em comparação a 2024. O desempenho refletiu maior volume e estabilização operacional, embora o resultado tenha sido impactado por perdas adicionais no programa KC-46A. A carteira de pedidos do segmento cresceu para um recorde de US$ 85 bilhões, com 26% provenientes de clientes fora dos Estados Unidos.
Já a divisão de Serviços Globais apresentou receita de US$ 5,2 bilhões no quarto trimestre. O resultado operacional foi fortemente influenciado pelo ganho associado à venda da divisão de Soluções de Aviação Digital, o que elevou significativamente a margem do segmento. No ano, a área garantiu encomendas recordes de US$ 28 bilhões e encerrou 2025 com uma carteira de pedidos de US$ 30 bilhões.
Ao final do quarto trimestre, a Boeing reportou US$ 29,4 bilhões em caixa e investimentos em títulos negociáveis, acima dos US$ 23 bilhões registrados no início do período. O aumento foi impulsionado principalmente pelos recursos obtidos com a venda da divisão digital e pela geração de caixa operacional, parcialmente compensados pelo pagamento de dívidas relacionadas à aquisição da Spirit AeroSystems.
A dívida consolidada totalizou US$ 54,1 bilhões, ligeiramente superior ao trimestre anterior. A empresa manteve acesso a US$ 10 bilhões em linhas de crédito não utilizadas, reforçando sua posição de liquidez.
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