Boeing deve eliminar cerca de 300 empregos em sua divisão de defesa, espaço e segurança em fevereiro, segundo publicação
A Boeing deve promover novos cortes de pessoal em sua divisão de defesa, espaço e segurança em fevereiro, após ter reportado lucro líquido de pouco mais de US$ 2 bilhões em 2025.
Segundo uma fonte anônima ouvida pela agência Bloomberg, cerca de trezentos postos de trabalho serão eliminados em diferentes unidades da empresa nos Estados Unidos, com notificações previstas para esta semana.
Cortes previstos na divisão de defesa e espaço
De acordo com a publicação, as demissões ocorrerão em múltiplas localidades e fazem parte de um processo contínuo de ajuste da força de trabalho. Procurada, a Boeing confirmou a política geral de revisão de pessoal, sem comentar números específicos.
Histórico recente de reestruturações
Os cortes previstos para 2026 se somam a uma série de ajustes anunciados nos últimos anos pelo fabricante aeroespacial. No final de 2024, a Boeing comunicou a intenção de eliminar aproximadamente 17.000 posições, o equivalente a cerca de 10% de seu quadro global à época, citando dificuldades financeiras e desafios de produção.
As primeiras notificações desse processo foram enviadas em novembro de 2024, atingindo mais de 2.200 funcionários no estado de Washington, incluindo profissionais das áreas de engenharia e técnica.
Impactos em programas espaciais
O movimento de redução de pessoal prosseguiu em 2025. Em fevereiro daquele ano, a Boeing alertou para a possibilidade de demissões de cerca de quatrocentos funcionários associadas a atrasos no programa Space Launch System (SLS).
A empresa apontou mudanças no projeto Artemis, da NASA, e fatores de custo como elementos determinantes para a revisão das equipes envolvidas.
No mês seguinte, em março, houve novos cortes em menor escala, incluindo o centro de tecnologia de engenharia da companhia em Bengaluru, na Índia, onde aproximadamente 180 trabalhadores foram desligados.
Dimensão atual da força de trabalho
Apesar das sucessivas reduções, o contingente total da Boeing permaneceu relativamente estável no período recente. Entre o final de 2024 e o início de 2026, a perda líquida de empregados ficou abaixo de 7.500 pessoas.
No início de 2026, a empresa mantinha entre 160.000 e 170.000 funcionários em nível global, considerando todas as suas divisões, incluindo aviação comercial, defesa, espaço e serviços.
Contexto global do mercado de trabalho
Os ajustes anunciados pela Boeing ocorrem em um cenário mais amplo de reestruturações corporativas.
Segundo o relatório Employment and Social Trends 2026, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), fatores como estagnação na qualidade do emprego, desigualdade persistente e riscos econômicos, demográficos e tecnológicos crescentes têm levado grandes empresas a rever estruturas operacionais e quadros de pessoal.

