Boeing amplia investimentos em laboratórios universitários no Brasil, fortalecendo a formação de engenheiros aeroespaciais
A Boeing anunciou hoje (26), a ampliação de investimentos em laboratórios estudantis e programas de formação acadêmica no Brasil, com foco na capacitação de novos profissionais para a indústria aeroespacial.
A iniciativa envolve apoio técnico e doações para universidades brasileiras, consolidando ações iniciadas em 2023 voltadas ao desenvolvimento de talentos em engenharia aeronáutica e aviação.
Somente em 2025, três novos laboratórios estudantis foram criados ou ampliados dentro do programa, voltados a áreas consideradas estratégicas para a aviação moderna, como fatores humanos e Engenharia de Sistemas Baseada em Modelos (MBSE).
Expansão do ecossistema acadêmico aeroespacial
O novo ciclo de investimentos contempla o campus São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Itajubá (UniFei) e a inclusão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no ecossistema de laboratórios apoiados pelo fabricante.
A iniciativa dá continuidade ao modelo iniciado com o Instituto Mauá de Tecnologia, ampliando a cooperação entre indústria e instituições de ensino superior voltadas à engenharia aeronáutica, sistemas complexos e inovação tecnológica aplicada à aviação.
Laboratório com simuladores de voo na USP São Carlos
Um dos principais projetos implementados é o novo laboratório do Departamento de Engenharia Aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da USP.
O espaço conta com três cabines de simuladores de voo destinadas a atividades acadêmicas relacionadas à interação piloto-aeronave, controle operacional e análise de fatores humanos — disciplina considerada essencial para segurança operacional e certificação aeronáutica.
Integração com políticas públicas de inovação
A expansão dos laboratórios também complementa o memorando de entendimento firmado em 2023 entre a Boeing e o governo de São Paulo, voltado ao fortalecimento de iniciativas em educação, inovação tecnológica e qualificação de mão de obra especializada para o setor aeroespacial.
Conexão direta entre universidade e indústria aeronáutica
Além da infraestrutura acadêmica, o programa inclui iniciativas de integração profissional, como estágios dedicados, visitas técnicas e interação direta entre estudantes e engenheiros do fabricante. O objetivo é ampliar a inserção de futuros profissionais no mercado da aviação e da engenharia aeroespacial ainda durante a graduação.
A estratégia reforça a formação prática em áreas como engenharia de sistemas, simulação operacional, fatores humanos e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à aviação comercial e à aviação de alto desempenho, segmentos que demandam crescente especialização técnica.

