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Bloco Rock Maracatu desfila na orla de Maceió, gratutitamente, no dia 8 de fevereiro

Desde que desfilou pela primeira vez na avenida, em 2019, o bloco Rasgando o Couro Rock Maracatu (RCRM) construiu uma relação sólida com o público de Maceió. Com uma sonoridade que mistura rock and roll, maracatu e cultura popular, o bloco cresceu, formou uma base fiel de seguidores e passou a reunir milhares de foliões…

Desde que desfilou pela primeira vez na avenida, em 2019, o bloco Rasgando o Couro Rock Maracatu (RCRM) construiu uma relação sólida com o público de Maceió. Com uma sonoridade que mistura rock and roll, maracatu e cultura popular, o bloco cresceu, formou uma base fiel de seguidores e passou a reunir milhares de foliões também em shows e ensaios abertos. A trajetória só foi interrompida por uma breve pausa durante a pandemia da Covid-19.

Em 2026, o RCRM volta às ruas no dia 8 de fevereiro, a partir das 13h, nas orlas da Ponta Verde e Pajuçara. A expectativa é alta, especialmente entre os foliões que já incorporaram o bloco à própria rotina de Carnaval.

É o caso da mineira Priscila Maciel, moradora de Maceió, que vai sair no Rock Maracatu pelo terceiro ano consecutivo. Para ela, o diferencial do bloco está na proposta e na forma como se conecta com o público. “O melhor bloco de Maceió: cultura, qualidade musical e inclusão”, resume.
Priscila afirma que apoiar o projeto é algo natural. “Sempre compro o abadá. Acho crucial apoiar os projetos em que acreditamos e gostamos”, diz. Segundo ela, o fato de o bloco ser aberto e gratuito reforça esse compromisso. “O bloco é do povo, da rua. Comprar o abadá e os produtos da lojinha é a forma de ajudar a manter o projeto vivo”.

A experiência também vira recomendação para quem chega à cidade. “Sempre falo do bloco para meus amigos e para quem vem me visitar”, conta. Para ela, o abadá fortalece o vínculo com o evento. “Quando as pessoas compram, se sentem parte de algo maior. Mesmo turistas, se sentem de Maceió.”

Uma dessas experiências foi vivida por Laura Oros, de 33 anos, nascida e criada na Romênia e atualmente moradora de Manchester, na Inglaterra. “Rock Maracatu é felicidade, liberdade e identidade celebradas de forma musical e coletiva”, define. Laura conheceu o bloco durante uma viagem ao Brasil, por indicação de uma amiga. “Ela me explicou como funcionam os blocos em Maceió e eu confiei que seria algo especial.”

Mesmo sendo sua primeira vez em um bloco brasileiro e em uma cidade que não era a sua, Laura relatou acolhimento imediato. “Em nenhum momento me senti de fora. Foi uma mistura de emoção, liberdade e pertencimento.” Para ela, comprar o abadá foi um gesto espontâneo. “Foi uma forma de valorizar o trabalho e agradecer. Estar vestida como todo mundo reforçou essa sensação”.

Outra vivência marcante é a de Valeska Luz, que conheceu oficialmente o Rock Maracatu em 2024, mas já acompanhava a trajetória da cantora Fernanda Guimarães desde a adolescência. Admiradora de Chico Science e Nação Zumbi, ela e o esposo se interessaram pelo projeto e foram conhecer o bloco, onde se encantaram com a proposta.

Segundo Valeska, o desfile aconteceu em um momento delicado da vida familiar, quando o casal estava fisicamente separado, mas já vivia um processo de reaproximação. Em meio à avenida, a emoção foi imediata ao perceber um espaço onde “cabem todos”, marcado pela diversidade, pela mistura de corpos, cores e afetos. A vivência no bloco acabou simbolizando essa reconciliação e passou a fazer parte da rotina da família, com a música presente no cotidiano. Presente nas edições de 2024 e 2025, ela já garantiu o abadá para o desfile deste ano e acompanha ensaios e shows. “Não é um projeto para assistir, é para viver”, afirma. Para ela, apoiar o Rock Maracatu é um ato de amor e compromisso com a cultura.

A Maceió que vibra o coração

Todos os anos, o Rasgando o Couro Rock Maracatu escolhe um tema que dialoga com a cidade e com o território. Em 2026, a temática será “A Maceió que faz vibrar seu coração”, uma proposta que busca provocar reflexões sobre valorização cultural e fortalecer o sentimento de pertencimento dos moradores em relação à cidade. A ideia é reconhecer as múltiplas Maceiós que coexistem e reforçar que cada uma delas carrega história, significado e força.

O bloco é aberto ao público, sem cordas e com classificação livre. Para apoiar o projeto e contribuir para a continuidade das atividades, os foliões podem adquirir os kits com camisa e copo. As vendas já estão abertas pela plataforma Doity, e mais informações podem ser acompanhadas pelo Instagram @rcrockmaracatu.

Serviço

Bloco Rasgando o Couro Rock Maracatu 2026

8 de fevereiro de 2026 (domingo)

Concentração: 13h

Orla da Ponta Verde, nas proximidades do Palato Praia

Evento aberto ao público

Divulgação

Bloco Rock Maracatu

Kits de abadá + copo à venda: doity.com.br/bloco-rasgando-o-couro-rock-maracatu–2026



Fonte

Redação

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