BANGKOK (TAILÂNDIA) – Bangkok foi a cidade mais visitada do mundo, em 2025, seguida por Hong Kong, Londres e Macau, segundo dados do Euromonitor, confirmando que os países da Ásia arrancaram no turismo pós-pandemia, por, sabiamente, investirem em experiências de bem-estar e que valorizem suas raízes e cultura.
O resultado do esforço da Tailândia para se recuperar funcionou: foram 30,3 milhões de visitantes ao longo do ano, tornando-se ainda mais um destino desejo do outro lado do mundo.
Cenário de filmes e documentários, estando lá, esteja certo: a paixão será arrebatadora e inevitável. Bangkok é tudo o que dizem por aí. E muito mais. Uma cidade para mexer com todos os sentidos.
Bangkok é o lugar do budismo praticado nos templos e nas ruas.
É a cidade da liberdade de gênero, da segurança e da gastronomia, de rua e nos restaurantes, absolutamente fascinante: não volte sem explorar as barracas de rua distribuídas em diversos pontos da cidade, vendendo pad thais, noodles revigorantes e apimentados, omelete de caranguejo, mango sticky rice, espetinhos, pratos com porco frito, pratos com arroz, sobremesas com coco e frutas condimentadas.
Para essa jornalista que vos escreve, a comida típica do país ocupa o pódio de melhores coisas da vida.
Desafio: jet lag
Três voos depois – três horas até São Paulo, 14 horas e meia de São Paulo a Dubai, e, finalmente, mais seis horas de Dubai a Bangkok -, o principal desafio da viagem é vencer o jet lag, afinal, a cidade está 10 horas à frente, recomendo uns dois dias para ajustar o relógio biológico que fica completamente desregulado.
A reportagem viajou pela Emirates, que dispõe de ótima infra e serviço de bordo, o que torna a viagem menos estafante. Se você tiver “bala na agulha”, não titubeiei, vá de primeira classe e tenha a viagem dos sonhos.
Os tailandeses são hospitaleiros e se esforçam para se comunicar em inglês com o visitante que, provavelmente, não saberá falar a língua mãe do país. Costumam cumprimentar ou se despedir de mulheres com “Sawasdee kha” e de homens com “Sawasdee Krub”.
Turistando
A primeira dica para um neófito é: ao atravessar qualquer rua ou avenida em Bangkok, olhe atentamente para os lados, todos os lados. Uma das poucas coisas confusas na cidade é o trânsito, 100% caótico. Dito isso…
Os templos budistas são um prato cheio para o turista, porque entregam arquitetura exuberante, aura espiritual legítima e ótimas fotos.
Dentre tantos espalhados pela metrópole, o Wat Pho se destaca por guardar o Buda Reclinado mais famoso do país, com 15 metros de altura e 46 de comprimento, todo coberto por ouro.
É aqui também onde funciona uma escola de massagem tradicional, com o serviço oferecido ao público.
Reza a tradição local que deve-se cobrir os ombros e os joelhos para entrar nos templos sagrados, e, tirar os sapatos nos salões fechados, a regra vale também para residências, escolas e alguns estabelecimentos comerciais, e é um sinal de respeito e humildade.
Aproveite a ida ao Wat Pho e visite ainda o Grand Palace, que fica a minutos.
Cortada pelo rio Chao Phraya, Bangkok pode e deve ser vista de diversos ângulos. Da água, por exemplo. Os passeios de barco são concorridos e podem ser feitos em diversos tipos de barco, proporcionando paisagens bem distintas umas das outras.
Embarquei num cauda longa, que entram nos canais que margeiam casas simples, templos imponentes, vemos uma Bangkok completamente diferente o fervo turístico. Mas há também cruzeiros mais confortáveis com pacotes incluindo jantar.
Massagem
Muito se fala em massagem tailandesa, mas ninguém diz o quão viciante é. Há estúdios espalhados por toda a cidade, com mais ou menos requinte, e os tailandeses frequentam não como uma excessão. Nos três lugares que conheci, havia muitos locais em busca de relaxamento, flexibilidade e equilíbrio.
É um dos melhores investimentos da viagem. E, com certeza, você vai se dar de presente mais de uma vez.
Metrô e trem elevado são ótimas opções para se locomover entre pontos turísticos, mas o Grab é o aplicativo confiável também para quem preferir se deslocar de carro. É o nosso equivalente à Uber.
Mas quando o tema é locomoção, o hit da cidade são os tuk tuks, aqueles carrinhos coloridos que andam em velocidade máxima pelas ruas de Bangkok. É uma das aventuras mais divertidas – é só se segurar e deixar o vento bater no cabelo.
Negocie bem com os condutores, eles costumam cobrar caro, mas dando aquela ‘chorada’, o valor cai bastante.
O mercado
Chatuchak
O mercado Chatuchak é o maior da Tailândia e tem de um tudo, como se diz. São aproximadamente 15 mil barracas e boxes, e, atente, abre apenas nos fins de semana. Encontramos roupa, souvenir, pachiminas, louças e muitas opções de comida típica. É uma Disney para turista.
Vá com tempo sobrando para explorar todas as zonas do complexo, faça boas compras e não deixe de comer algo por lá.
Fique atento a uma curiosidade do país. Em determinados períodos do dia, é proibida a venda/compra/consumo de bebidas alcoólicas, com exceção de lugares permitidos oficialmente.
Os horários permitidos são das 11h às 14h e das 17h à meia-noite. A determinação estava para ser revogada, mas no mês de nossa viagem (novembro de 2025), a regra estava valendo.
Mudança
radical
Pisar em Bangkok pode ser revolucionário em muitos aspectos. Se você for do Ocidente, então… A transformação individual vai acontecer sem dúvida alguma.
Em contato com uma cultura extremamente ritualística e filosófica, é praticamente impossível voltar para casa sem refletir sobre o próprio estilo de vida.
Foi o que aconteceu com Diogo Carvalho, 40, jornalista recifense que, há 12 anos, trocou a cidade natal pela capital da Tailândia. À reportagem da Folha de Pernambuco, o agora técnico de natação em uma escola internacional em Bangkok, ele voltou no tempo e diz em que momento (e o porquê) mudou de mala e cuia.
“Eu vim parar em Bangkok por acaso, não foi nada planejado. Eu estava sobrecarregado com meu trabalho como jornalista no Recife e estressado com a violência diária do Brasil. Depois que meu pai foi refém em um assalto a mão armada, eu decidi que precisava de um tempo do Brasil. Pedi minhas contas no trampo e resolvi partir para um mochilão no Sudeste Asiático.
Em sempre fui mochileiro, desde os 19 anos. Já tinha conhecido mais de 30 países nas Américas e na Europa. Mas era sempre aquela experiência de Ocidente. Seria minha primeira viagem para o Oriente. Comecei pela Indonésia, Singapura, Malásia, Camboja… e quando cheguei na Tailândia, me apaixonei. Foi uma energia/simpatia que nunca havia sentido em nenhum outro lugar.
O que eu mais amo em Bangkok é a segurança. A Tailândia ainda é um país de terceiro mundo, mas a educação e o respeito ao próximo (dentro dos princípios budistas) regem a sociedade. Bangkok tem cerca de 12 milhões de habitantes (o mesmo que São Paulo), mas é segura como uma cidade do interior da Europa. Aqui, eu posso andar na rua mexendo no celular e nada acontece. Posso andar no centro da cidade com a bolsa aberta ou com um balde de dinheiro na cabeça às 2h da madrugada e nada vai acontecer comigo. Essa sensação de tranquilidade e segurança me fez rejuvenescer uns 10 anos.
Uma coisa difícil por aqui é fazer dieta. A gastronomia é elemento forte da nossa cultura, sendo conhecida como “a capital da comida de rua”. Em toda e qualquer esquina ou beco da cidade se come muito bem. E não falo de lanchinhos, aqui qualquer parada é para uma refeição.”
*A jornalista viajou à Tailândia a convite do chef Gaggan Anand via Documennta Comunicação
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