O transporte de animais domésticos em cabines de passageiros consolidou-se como um indicador relevante da movimentação aérea brasileira em 2025. Dados anuais da Azul apontam que 70,2 mil cães e gatos foram transportados em seus voos de janeiro a dezembro. O levantamento estatístico revela que o fluxo de pets acompanha os principais eixos de conexão logística do país, tendo o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, como o principal ponto de origem e destino desses passageiros.
Abaixo de Viracopos, o ranking de embarques foi composto pelos aeroportos de Recife, Confins, Belém e Porto Alegre. Já no fluxo de desembarques, a configuração apresenta variações pontuais, com Confins ocupando o segundo lugar, seguido por Recife, Belém e o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Outras capitais como Manaus, Curitiba, Guarulhos e Rio de Janeiro (Galeão) também figuram entre os dez principais terminais com movimentação de animais.
A operação deste tipo de serviço é regida por normas técnicas que limitam o porte do animal e a capacidade das aeronaves. Atualmente, o embarque é restrito a animais com peso total de até 10 kg, somado ao peso da caixa de transporte. A política operacional da companhia prevê o transporte exclusivamente na cabine, sem utilização do porão. Em termos de capacidade por voo, o limite é de três animais para rotas domésticas e cinco para trajetos internacionais, distribuídos conforme a classe da aeronave.
O protocolo de segurança exige que os pets permaneçam dentro de caixas apropriadas durante todo o percurso, sob o assento à frente do tutor. As dimensões máximas permitidas são de 20 cm de altura, 31,5 cm de largura e 43 cm de comprimento. Os materiais permitidos para as caixas são fibra, plástico resistente ou tecidos impermeáveis com reforço metálico, sendo proibido o uso de madeira ou palha.
Além das especificações físicas, há restrições geográficas e documentais. Em voos com destino aos Estados Unidos partindo do Brasil, por exemplo, o transporte de cães não é autorizado. A regulamentação do setor também não prevê o transporte de cães de apoio emocional. Para o embarque, o passageiro deve apresentar a documentação sanitária atualizada, garantindo que o animal esteja saudável e o compartimento devidamente higienizado, com piso absorvente e ventilação adequada.

