A Azul encerrou 2025 com um avanço consistente no processo de modernização da sua frota. Ao longo do ano, a companhia incorporou 16 novas aeronaves, sendo 14 jatos Embraer 195-E2 e dois ATR 72-600, movimento que reforça a estratégia de adequação de capacidade, eficiência operacional e redução de custos em diferentes perfis de rota.
Os E195-E2 foram o principal destaque das entregas e passaram a operar tanto em rotas domésticas quanto em operações regionais e internacionais de curta duração. O modelo é apontado internamente como um dos pilares do planejamento de frota da Azul, principalmente pelos ganhos econômicos em relação à geração anterior.
Segundo dados da companhia, o E2 permite uma redução de até 26% no CASK (custo por assento-quilômetro), além de contribuir para a diminuição da idade média da frota, um fator considerado estratégico em um cenário de busca por maior eficiência e previsibilidade operacional.
Já os ATR 72-600 cumprem um papel complementar, mas decisivo, dentro da malha da Azul. Voltados à aviação regional, os turboélices permitem ampliar a conectividade entre cidades de menor porte e os principais hubs da companhia, com menor custo operacional e melhor adequação à demanda desses mercados.
“O E2 reúne desempenho operacional, eficiência e flexibilidade para atender diferentes mercados. Ao mesmo tempo, o ATR cumpre um papel essencial na operação regional, conectando cidades menores aos nossos hubs de forma eficiente”, afirmou Raphael Linares, diretor de Frota e Programas de Aeronaves da Azul.
A leitura do mercado é de que a combinação entre jatos de nova geração e aeronaves regionais segue como um diferencial competitivo da companhia, especialmente em um país com dimensões continentais e demanda pulverizada como o Brasil. Ao reforçar sua frota em 2025, a Azul sinaliza uma estratégia menos focada em expansão acelerada e mais orientada à eficiência, sustentabilidade operacional e ajuste fino da malha aérea.

