Durante décadas, o cinema de super-heróis foi dominado por protagonistas masculinos, enquanto personagens femininas ocupavam papéis secundários ou meramente decorativos. Esse cenário começou a mudar quando atrizes passaram a imprimir densidade emocional, complexidade psicológica e força narrativa a figuras da Marvel e da DC, elevando o gênero a outro patamar artístico.
Em muitos casos, essas interpretações ultrapassaram o entretenimento e alcançaram reconhecimento crítico, premiações e impacto cultural duradouro, ajudando a redefinir a forma como o público e a própria indústria enxergam histórias baseadas em quadrinhos.
Angela Bassett entregou uma das atuações mais marcantes do Universo Cinematográfico da Marvel ao interpretar a rainha Ramonda em Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Após a morte de T’Challa, a personagem assumiu papel central na narrativa, combinando luto, liderança e força política. A performance rendeu à atriz uma indicação histórica ao Oscar e a vitória no Globo de Ouro, consolidando seu papel como um dos mais respeitados já vistos em produções da Marvel.
Na série Pinguim, da HBO, Cristin Milioti surpreendeu ao dar vida a Sofia Falcone, personagem que transita entre vulnerabilidade e brutalidade. Sua atuação rendeu o Emmy de 2025 e consolidou a personagem como uma das figuras mais complexas do universo televisivo da DC.
A interpretação ajudou a elevar o tom dramático da série e mostrou como vilãs femininas podem ser tão densas e fascinantes quanto seus equivalentes masculinos.
Elizabeth Olsen transformou Wanda Maximoff em uma das personagens emocionalmente mais ricas do MCU. Ao longo de filmes e da série WandaVision, a atriz explorou temas como luto, trauma e perda, trazendo humanidade a uma figura marcada por poderes extremos.
O trabalho rendeu indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro, algo raro no gênero, e consolidou Wanda como um dos grandes símbolos dramáticos da Marvel.
Halle Berry marcou a franquia X-Men ao interpretar Tempestade, tornando a mutante um símbolo de liderança e força, mesmo quando o roteiro lhe oferecia espaço limitado. Sua presença ajudou a consolidar a personagem como um dos rostos mais reconhecíveis da saga.
Já Famke Janssen deu vida a Jean Grey e à Fênix, estabelecendo um arco trágico que marcou profundamente a trilogia original. Sua atuação foi essencial para trazer peso emocional à narrativa e definir o tom dramático da franquia.
Hayley Atwell expandiu o papel de Peggy Carter muito além do interesse amoroso clássico. A personagem ganhou protagonismo próprio, liderou uma série solo e evoluiu até se tornar a Capitã Carter, símbolo de autonomia e poder dentro do MCU.
Sua trajetória abriu espaço para narrativas femininas mais complexas e ajudou a redefinir o papel das mulheres no universo Marvel.
Karen Gillan surpreendeu ao transformar Nebulosa, inicialmente apresentada como antagonista, em uma das personagens mais humanas de Guardiões da Galáxia. Sua jornada envolveu trauma, reconciliação e amadurecimento emocional.
A atuação foi fundamental para tornar a personagem uma das mais profundas do MCU, provando que até figuras improváveis podem carregar grande carga dramática quando bem interpretadas.
Essas performances ajudaram a mudar a percepção do cinema de super-heróis, mostrando que personagens femininas podem ser pilares narrativos, complexas e culturalmente relevantes. Ao elevar seus papéis, essas atrizes também elevaram todo o gênero.
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