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As pessoas e os remédios

Depois de uma certa idade, os remédios passam a fazer parte do dia a dia. É o meu caso: eu tomo alguns remédios todos os dias e vários outros de acordo com as necessidades. A leitura de bulas passou a ser uma realidade e, contra a minha vontade, passei a ser um entendido em remédios — não um especialista, pois não sou médico, mas um conhecedor amador. Sei o suficiente para manter conversas sobre remédios com os amigos da minha idade, pois, sem dúvida, esse tema passou a fazer parte do cardápio de assuntos, ao lado das doenças. E, entrando nesse mundo dos remédios, comecei a fazer uma analogia entre certas pessoas e certos remédios.

Alguns exemplos:

Remédios de uso tópico são aqueles que se usam na pele, que devem ser aplicados superficialmente. As pessoas de uso tópico também são de uso superficial, nada de se aprofundar.

Os remédios fitoterápicos não causam grandes efeitos, negativos ou positivos, e podem ser consumidos quase sem riscos. Assim são as pessoas fitoterápicas: também não causam muitos efeitos em você ou na sua vida.

Os remédios genéricos são aqueles que usam a fórmula de um remédio já consagrado. Da mesma maneira, as pessoas genéricas também copiam uma fórmula consagrada: são cópias de outras pessoas, seguem os pensamentos, usam as mesmas roupas e falam da mesma maneira; só não são originais.

Há remédios cuja receita tem que ficar retida na farmácia, normalmente antibióticos, que não se pode tomar mais do que o prescrito pelo médico. As pessoas de uso controlado são aquelas com quem nos relacionamos em situações especiais e que não se deve “consumir” mais do que o necessário. São assim alguns advogados, médicos, personal trainers, profissionais que fazem trabalhos para você. Nem todos, mas alguns desses profissionais são de uso restrito.

Há remédios que são ministrados em gotas: uma ou duas gotas e pronto. Tem gente assim também: uma ou duas gotas e já tá legal!

E existem os remédios analgésicos, que tratam das nossas dores. Pessoas analgésicas também nos ajudam com as dores. Só é preciso tomar cuidado para não exagerar na dose; senão, elas podem não fazer mais efeito.

Com o passar dos anos, a gente vai acumulando cada vez mais remédios, e alguns são, inclusive, de uso diário. Também existem as pessoas que são de uso diário, as pessoas do nosso convívio, que encontramos praticamente todos os dias. Mas, mesmo com esses remédios — e pessoas —, há que ter um certo cuidado. Durante anos, eu tomava todos os dias um remédio para controlar o colesterol. Até que um dia, do nada, de uma hora para a outra, eu fiquei alérgico ao remédio: comecei a me coçar todo e tive que parar de usá-lo. É raro, mas algumas pessoas de uso diário também podem dar alergia de uma hora para outra.



Fonte

Redação

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