Em 31 de janeiro de 1986, a Boeing concluiu a compra da De Havilland Canada e controlou a empresa por 5 anos
Há exatos quarenta anos, em 31 de janeiro de 1986, a Boeing concluiu a aquisição do fabricante canadense De Havilland Canada (DHC), permanecendo sob seu controle por cinco anos.
A operação que marcou uma mudança relevante na estrutura da indústria aeronáutica regional e no futuro de alguns dos mais conhecidos programas de turboélices do mercado.
A compra foi anunciada após o governo canadense decidir privatizar a empresa, que acumulava prejuízos mesmo após investimentos públicos significativos.
A Boeing adquiriu o portfólio de produtos e as fábricas da DHC por US$ 130 milhões (R$ 683,3 milhões), comprometendo-se a investir no desenvolvimento contínuo das aeronaves e na modernização das instalações industriais, além de garantir que nenhum modelo seria imediatamente descontinuado.
Pouco tempo depois, no entanto, a fabricante norte-americana anunciou o encerramento das linhas Twin Otter e DHC-7, contrariando expectativas iniciais do governo canadense e do mercado regional.
Fundada em 1928 como subsidiária de um fabricante britânico homônimo, a De Havilland Canada consolidou sua identidade própria sobretudo no período pós-Segunda Guerra Mundial.
A empresa passou a desenvolver aeronaves voltadas majoritariamente às condições operacionais do Canadá, com destaque para projetos com capacidade de decolagem e pouso curtos (STOL), em terra e na água.
Entre os modelos emblemáticos desse período estão o DHC-2 Beaver e o DHC-3 Otter, amplamente utilizados em operações remotas e em ambientes de infraestrutura limitada.
O DHC-6 Twin Otter tornou-se uma das aeronaves comerciais mais bem-sucedidas da história da empresa. Mais de oitocentas unidades foram produzidas entre 1965 e 1988, e a variante Série 400 permanece em produção até hoje, mantendo relevância em nichos regionais e especiais.
Na sequência, o fabricante lançou o DHC-7 e, posteriormente, a família DHC-8 Dash 8. O Dash 8-400, também conhecido como Q400, consolidou-se como um dos turboélices mais produtivos do mercado, combinando velocidade de cruzeiro de cerca de 360 nós, capacidade para até noventa passageiros, alcance ampliado e tempos de giro reduzidos.
Essas características renderam ao modelo a reputação de “construtor de malha”, especialmente em operações regionais de alta frequência.
Os resultados financeiros esperados pela Boeing com a aquisição da DHC não se concretizaram. Em julho de 1990, a empresa anunciou que colocaria novamente o fabricante canadense à venda.
No ano seguinte, a Bombardier fechou a compra da De Havilland Canada por US$ 260 milhões (R$ 1,37 bilhão), operação concluída em 1992. Com isso, a DHC passou a integrar o grupo Bombardier, onde permaneceria por décadas.
A Horizon Air foi o cliente lançador norte-americano do Dash 8-Q400, em 2001, reforçando a presença do modelo em operações regionais de alta densidade. A companhia aposentou o tipo em 26 de janeiro de 2023, encerrando um ciclo operacional de mais de duas décadas.
A imagem associada ao episódio mostra a aeronave N425QX, da Horizon Air, um Bombardier Dash 8-Q400 com pintura comemorativa de 25 anos, registrada no aeroporto Internacional de Seattle.
O Brasil participou de reunião nos Estados Unidos nesta quarta-feira na qual o vice-presidente norte-americano,…
O Carnaval de outrora em fotografias que rememoram a folia das décadas de 1940/1950, saudosas…
“Se Deus não existe, tudo é permitido”. De alguma maneira, a célebre frase de Dostoiévski…
O Florida Huddle já tem destino confirmado para o futuro. Durante o terceiro dia do…
O governo federal oficializou, nesta semana, a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Um…
O Shopping Pátio Maceió realiza novas atrações gratuitas do Pátio Folia para animar o público…