A entrada de Carlos Bolsonaro (PL) na disputa por uma vaga ao Senado por Santa Catarina desencadeou um efeito dominó na política estadual, ampliando o racha no bolsonarismo e empurrando o Centrão para uma articulação contra o PL no estado.
O movimento culminou no rompimento do MDB com o governo do governador Jorginho Mello (PL), que pretende disputar a reeleição em 2026, e expôs uma crise na coalizão que sustenta a gestão catarinense. As informações foram reveladas pelo UOL, e indicam impactos diretos no desenho eleitoral de Santa Catarina e nas alianças da direita para 2026.
A crise institucionalizada no plano partidário reflete um desconforto que já vinha sendo manifestado no plano local. Apesar do apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina encontrou resistência entre prefeitos, deputados estaduais e lideranças regionais, que passaram a questionar a importação de um nome de fora do estado para uma disputa considerada estratégica.
O desconforto ganhou tom público nos últimos dias. Reportagens do UOL e do Metrópoles mostram que prefeitos e parlamentares passaram a criticar abertamente a estratégia, sugerindo que o eleitor catarinense não aceitaria a candidatura de alguém sem trajetória política no estado e que a vaga deveria ser de nomes catarinenses já consolidados.
A percepção é que a entrada de Carlos desorganiza um arranjo que vinha sendo costurado com base em candidaturas locais.
Santa Catarina é um dos estados mais alinhados ao bolsonarismo. Dados do TRE-SC mostram que Bolsonaro obteve 75,9% dos votos no segundo turno de 2018 e 69,3% em 2022, desempenho que consolidou o estado como um dos seus principais redutos eleitorais.
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Essa força também se refletiu nas eleições municipais: em 2024, Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-presidente, foi eleito vereador em Balneário Camboriú como o mais votado do município.
Aliados de Carlos apostam que esse capital eleitoral pode ser transferido para a disputa ao Senado. A leitura, porém, não é consensual. Nos bastidores, segundo apuração do UOL, dirigentes partidários ponderam que a popularidade do ex-presidente não garante, automaticamente, o mesmo desempenho para o filho “02”, sobretudo diante da falta de apoio unânime do diretório estadual do Partido Liberal.
Antes da entrada de Carlos, a deputada federal Caroline de Toni era tratada como o nome da “chapa pura” do PL, enquanto o senador Esperidião Amin (PP) integraria a composição via coligação.
Com a mudança de cenário, De Toni ficaria sem espaço dentro do partido. A reação foi imediata: a deputada federal planeja deixar o PL e se filiar ao Novo para manter sua candidatura ao Senado. Amin, por sua vez, tende a permanecer como o nome da coligação, com apoio do governador Jorginho Mello (PL).
Carlos Bolsonaro, nesse arranjo, ficaria com a vaga da chamada “chapa pura” do PL, mesmo sem consenso interno. Para críticos, a escolha prioriza o vínculo familiar com o ex-presidente em detrimento de um acordo político mais amplo no estado.
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