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Após vandalismo, Basílica de São Pedro reforçará segurança

Por Crispian Balmer

CIDADE DO VATICANO, 16 ⁠Fev (Reuters) – O Vaticano está reforçando a segurança dentro da ⁠Basílica de São Pedro após recentes atos de vandalismo, mas ‌quer evitar a “militarização” de uma das igrejas mais visitadas do mundo, disse um alto clérigo na segunda-feira.

O cardeal Mauro Gambetti disse que ‌mais de 20 milhões de pessoas passaram pela Basílica no último ano e que os incidentes recentes foram “muito limitados” em comparação com o volume total de visitantes.

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“Estamos pensando e agora faremos algo para proteger ainda mais alguns espaços”, disse Gambetti em uma coletiva de imprensa sobre ⁠o ‌próximo 400º aniversário da dedicação da catedral, uma das maiores da ⁠cristandade.

Atualmente, os visitantes são revistados antes de entrar, enquanto 40 a 60 pessoas garantem a segurança discreta no interior. Gambetti indicou que as novas medidas serão discretas.

“Nós nos perguntamos até onde devemos ir em termos de proteção ou militarização… para gerenciar tudo, ​controlar tudo”, disse ele.

“Achamos que deve continuar sendo um lugar que deixe as pessoas que entram na Basílica com uma sensação de ​liberdade, então não se pode ultrapassar certos limites.”

Gambetti também exortou os jornalistas a evitar incentivar comportamentos imitativos, dizendo que a imitação se tornou mais fácil em uma sociedade moldada pelas mídias sociais e pelos tutoriais online.

“Achamos que usamos a tecnologia, mas, na realidade, ‌é a tecnologia que nos usa”, disse ele, ​pedindo um esforço maior por parte das instituições e da mídia para educar as pessoas e ajudar a prevenir novos episódios.

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A segurança tem estado sob escrutínio desde uma ⁠série de incidentes em ​torno do altar ​principal da Basílica, que fica sob um dossel gigante de bronze e madeira construído no ⁠século XVII por uma equipe liderada ​pelo escultor barroco Gian Lorenzo Bernini.

Em outubro passado, um homem não identificado foi preso após subir no altar e urinar nele, enquanto em fevereiro de ​2025, um homem subiu no altar e derrubou vários candelabros no chão, danificando-os.

Em junho de 2023, um homem nascido ​na Polônia tirou a ⁠roupa e subiu no mesmo altar em protesto contra a guerra na Ucrânia.

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Gambetti disse que ⁠o Vaticano está ciente de que alguns dos responsáveis por tais atos podem ser altamente vulneráveis e que é necessário compreender e abordar as fraquezas presentes na sociedade, acrescentando:

“Existem fragilidades hoje que estão além do que poderíamos imaginar há apenas 20 anos”.

(Reportagem de Crispian Balmer; Edição de Kevin ​Liffey)



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