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Após tombo, futuros de NY saltam em reação a nova declaração de Trump

Após tombo, futuros de NY saltam em reação a nova declaração de Trump

Os mercados futuros dos Estados Unidos abriram em alta neste domingo (12) após forte queda da última sexta-feira (10), tranquilizados com novas falas de Donald Trump sobre a China. Nesta tarde, o presidente americano disse que a relação com o país “ficará bem”.

Os contratos futuros do índice Dow Jones sobem 323 pontos, cerca de 0,7%, enquanto os do S&P 500 e Nasdaq 100 operam em alta de 0,9% e 1%, respectivamente.

A alta dos mercados veio após uma publicação de Trump na sua rede social, Truth Social. No texto, ele minimizou a tensão após ter ameaçado com um “aumento maciço de tarifas” sobre produtos chineses.

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“Não se preocupem com a China, tudo ficará bem! O altamente respeitado presidente Xi apenas teve um momento ruim. Ele não quer uma depressão em seu país, e eu também não”, disse Trump, em publicação. “Os EUA querem ajudar a China, não prejudicá-la”.

Leia mais: Trump minimiza tensão com a China e diz que “tudo ficará bem”: “Xi teve momento ruim”

O anúncio das sobretaxas de 100% à China aconteceu na sexta, reacendendo a guerra comercial entre EUA e China, além de provocar uma queda intensa nas bolsas. No total, o mercado perdeu cerca de US$ 2 trilhões, segundo cálculos da emissora CNBC.

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O vice-presidente JD Vance também manteve suas falas alinhadas a um tom mais conciliador em entrevista à Fox News durante o final de semana. Ele afirmou que os EUA podem negociar, se Pequim “estiver disposta a ser razoável”. Vance ainda completou dizendo que os EUA possuem “muito mais cartas na manga” caso o cenário não seja positivo.

Leia também: Terras raras: China “protelou” em contato com EUA, diz representante norte-americano

As declarações podem ter dado uma perspectiva mais otimista aos investidores retornarem com suas posições após a liquidação de sexta-feira.

Na última semana, os três principais índices tiveram baixas intensas. O Dow Jones caiu 2,7%, o S&P perdeu 2,4% e o Nasdaq, -2,5%. Somente na sexta, a queda de 2,7% do S&P 500 foi a maior desde abril, quando o mercado começou a sentir o impacto das primeiras tarifas anunciadas por Trump.

Para além da tensão tarifária, o mercado segue balizando expectativas com relação à economia americana diante da paralisação do governo. O prazo para cumprir a folha de pagamento termina na próxima quarta-feira (15), e muitos funcionário podem não receber.

Outro destaque da semana é o início da temporada de resultados trimestrais. Grandes bancos como Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo, JPMorgan Chase, Bank of America e Morgan Stanley abrem a leva de resultados, com balanços previstos para terça (14) e quarta (15).



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