O presidente-executivo da Ryanair afirmou que sua troca de farpas online com Elon Musk na última semana foi boa para os negócios.
As reservas subiram entre 2% e 3% após a briga nas redes sociais entre os dois executivos, disse Michael O’Leary nesta quarta-feira (21), em coletiva de imprensa em Dublin. Como resultado, ele está “muito feliz em continuar a controvérsia”.
“Se isso ajudar a aumentar as vendas da Ryanair, você pode me insultar o dia inteiro, qualquer dia”, afirmou O’Leary.
As ações chegaram a subir 2,3% nos negócios em Dublin.
O CEO, conhecido por falar o que pensa, tem histórico de flertar com polêmicas para impulsionar vendas, seja com declarações extravagantes sobre políticos, seja com ações de marketing de alto impacto.
A troca de insultos começou em 14 de janeiro, depois que O’Leary disse que a Ryanair não instalaria o serviço de Wi-Fi Starlink, da SpaceX, na frota porque o peso e o arrasto da antena instalada no teto da aeronave aumentariam os custos de combustível.
Em resposta, Musk chamou O’Leary de “mal informado” em um post no X, ao que o executivo da Ryanair retrucou chamando Musk de “idiota”.
O’Leary disse que o objetivo da coletiva desta quarta-feira, já programada anteriormente, era “abordar/desconstruir o chilique de Elon Musk no Twitter”. Na sequência, a Ryanair lançou a promoção “Big ‘Idiot’ Seat Sale”, oferecendo 100 mil assentos a partir de cerca de US$ 20.
“Obrigado ao senhor Musk”, disse O’Leary. “Qualquer uma dessas brigas é ótima para as reservas.”
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A Ryanair já manteve conversas com vários fornecedores de Wi-Fi, incluindo Starlink, Amazon.com e Vodafone. Segundo O’Leary, ainda não existe um modelo de negócio eficiente para Wi‑Fi a bordo pelo qual os passageiros estejam dispostos a pagar, mas ele se mostrou otimista de que a tecnologia vai evoluir.
O executivo afirmou que o uso do Starlink poderia elevar em pelo menos US$ 150 milhões ao ano os custos de combustível da Ryanair. A companhia está postergando a instalação de banda larga a bordo até que possa oferecê-la gratuitamente. O’Leary disse ainda que não teve contato direto com Musk.
“Vivemos em um mundo hiperconectado, e as pessoas acabarão tendo acesso gratuito ao Wi‑Fi em voos de curta distância”, afirmou.
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Questionado se Musk poderia comprar a companhia aérea, O’Leary disse que isso não seria possível, mas encorajou o CEO da Tesla a investir no negócio.
Pelas regras da União Europeia, a Ryanair precisa ter controle e ser majoritariamente detida por cidadãos da UE, por ser uma companhia aérea europeia. A empresa irlandesa foi cofundada pelo já falecido Tony Ryan em 1984 e hoje é a maior companhia de baixo custo do continente.
O’Leary também disse ser “razoável supor” que o tráfego de passageiros crescerá de 207 milhões para 215 milhões nos próximos 12 meses.
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Enquanto isso, a Ryanair espera receber seus primeiros Boeing 737 Max 10 em janeiro de 2027, antecipando em alguns meses a estimativa original.
© 2026 Bloomberg L.P.
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