Depois de um terceiro trimestre de 2025 (3T25) desastroso, que fez com que as ações desabassem 42% após na sessão pós-balanço na sessão de 13 de novembro de 2025, o mercado volta os seus olhos para a Hapvida (HAPV3).
A companhia divulgará seus resultados no próximo dia 26 de março, depois do fechamento do mercado, enquanto analistas já soltam prévias sobre os números, enquanto tem dúvidas sobre os ativos.
Em conversa recente com os investidores institucionais, o Morgan Stanley apontou que o sentimento dos investidores em relação à Hapvida permaneceu misto. A mudança na gestão e a postura mais restritiva da empresa em relação aos investimentos de capital foram bem recebidas.
Viva do lucro de grandes empresas
Ainda assim, o mercado continua a questionar se os desafios da Hapvida são estruturais, ligados ao próprio modelo de negócios, ou mais cíclicos, impulsionados pela pressão competitiva de curto prazo da Amil.
“Também houve debate sobre se o novo CEO terá autonomia suficiente para promover mudanças significativas independentemente da influência da família controladora. Embora a Hapvida pareça barata, a maioria dos investidores permanece hesitante em assumir o risco-retorno até que haja evidências mais claras de estabilização das margens e uma execução mais consistente”, aponta a equipe do Morgan Stanley.
Os dados recentes mostram números que seguem desafiadores.
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Segundo dados divulgados na semana passada pela ANS (Agência Nacional de Saúde), o setor de saúde suplementar (conjunto de operadoras, seguradoras, planos de saúde e prestadores privados que atuam fora do Sistema Único de Saúde) registrou adição líquida de 308 mil vidas no 4T25, elevando a base total para 53,2 milhões de beneficiários, crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 2,2% em base anual. Contudo, Hapvida foi um dos destaques negativos, com queda de 59 mil vidas, que segue associado à maior competição em São Paulo,.
Para o BTG Pactual, a sazonalidade de fim de ano deve apoiar uma melhora sequencial da sinistralidade, mas o efeito tende a ser apenas parcial, limitado por custos fixos mais elevados (ou seja, inauguração de novos hospitais) e por uma normalização de sinistralidade mais tardia do que o usual.
Como resultado, espera que a sinistralidade da Hapvida siga pressionada na comparação anual, com alta de 300 bps (pontos-base, ou 3 pontos percentuais), apesar de uma queda de 120 bps trimestralmente (t/t), para 74,0%. Essa queda t/t deve ficar abaixo dos padrões históricos (média de 250–300 bps t/t). Do lado de beneficiários, apesar de dados da ANS apontarem crescimento sólido da indústria no início do trimestre (228 mil adições líquidas em outubro e novembro), a Hapvida deve registrar perdas líquidas no 4T (-44 mil, segundo a estimativa do BTG).
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