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Apesar de fala de diretor de “Sirât”, brasileiros são apenas 0,6% dos votantes do Oscar

O cineasta franco-espanhol Oliver Laxe, que dirigiu o filme “Sirât”, rival de “O agente secreto”, virou alvo de críticas nas redes sociais após afirmar que há “muitos brasileiros” entre os votantes do Oscar e que, por serem “ultranacionalistas”, eles votariam até em um “sapato”. Os números da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, no entanto, indicam que o contingente de brasileiros no Oscar não é tão grande.


Atualmente, cerca de 10,9 mil membros compõem a Academia do Oscar, sendo pouco mais de 9,9 mil com direito a voto. O número conhecido de votantes brasileiros é bem menor, estando próximo de 70.

Até fevereiro de 2025, 58 profissionais do ramo do Brasil formavam o grupo. Em junho, outras dez pessoas, entre elas a indicada ao prêmio de melhor atriz Fernanda Torres, se juntaram ao grupo. Com isso, ao menos 68 brasileiros votam no prêmio, o que representa 0,6% do total.

 


O cineasta franco-espanhol Oliver Laxe — Foto: Michael Tran/AFP


Além de Fernanda Torres, podem votar na premiação Sonia Braga, Rodrigo Santoro, Alice Braga, Maeve Jinkings, Wagner Moura e Selton Mello, além de cineastas como Walter Salles, Fernando Meirelles, Anna Muylaert e Kleber Mendonça Filho. Produtores, músicos e roteiristas também estão na lista.




“Há muitos brasileiros na Academia (organização responsável pelo Oscar), e nós os adoramos… Mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse o diretor, em entrevista ao programa televisivo “La revuelta”, da emissora pública espanhola TVE


Ele participava da atração televisiva no momento em que os indicados ao Oscar foram divulgados. “Sirãt” concorre às categorias de melhor som e melhor filme internacional, enquanto “O agente secreto” disputa quatro indicações (além de melhor filme internacional, melhor filme, melhor ator — para Wagner Moura — e melhor elenco). “Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes”, declarou Oliver, na ocasião.


As falas do cineasta geraram revolta nas redes sociais e foram consideradas xenofóbicas por parte de internautas. Brasileiros reagiram com comentários na página do filme “Sirãt” no Instagram. “Este filme Sirãt é um ótimo filme para curar a insônia”, ironizou uma pessoa. “Ser brasileiro envolve tanta complexidade que gringo não entende mesmo”, respondeu outra usuária da rede social. “Respeita o Brasil: o choro é livre”, acrescentou mais um.

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Redação

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