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Antes de virar estrela em The Boys, Erin Moriarty apareceu nesse terror escondido da HBO Max

Antes de virar estrela em The Boys, Erin Moriarty apareceu nesse terror escondido da HBO Max

Ninguém pode se dizer a salvo da maldade invencível dos tantos lobos em pele de cordeiro que nos encurralam em circunstâncias entre absurdas e perigosas, farejando o sangue quente e doce de suas vítimas por baixo da pele empapada de suor e pânico. Quase nunca conhecemos as intenções de nossos algozes e, assim, desprezamos o grito das evidências que pairam acima do chão duro da realidade que compõe a jornada de todos os seres humanos. Um inimigo oculto mina a paz de um homem comum e sua família em “Morando com o Medo”, um terror sobre vícios da pós-modernidade. Sem pressa, Phil Claydon elabora uma metáfora vívida sobre as misérias que afligem pessoas que se amam, fantasmas a nos cercar dia e noite.

Temores cotidianos

Atropelando consciências, o dinheiro, essa ferramenta essencial para a civilização promete liberdade, mas encarcera; garante autonomia, e logo mostra sua sanha por dominar; ludibria os mais espertos com seu charme monstruoso. O roteirista Gary Dauberman põe na boca de personagens oprimidos por questões demasiado concretas argumentos imbatíveis a respeito das coisas desse plano que assombram como o diabo. John Alexander muda-se com a esposa, Melanie, e Hannah, sua filha do primeiro casamento, para uma casa nova, comprada graças a uma hipoteca de trinta anos. Claydon usa boa parte da introdução para convencer o espectador de que os problemas dos Alexander tem início bem antes da mudança, e de fato parece sempre existir entre eles um mal-estar qualquer. John é um provedor, mas não tem o poder que imagina.

As paredes têm ouvidos

Pouco depois que a família se instala, Hannah sente como se alguém a observasse, e esse é o ponto de partida para um suspense cujo ritmo ganha tal importância que torna-se um elemento por si só. Figuras como um vizinho indiscreto, meio fanfarrão, distraem o público e fazem-no atentar ao que não importa. Nesse ínterim, o diretor aproveita para detalhar a relação de John e Melanie e, naturalmente, o lugar que Hannah ocupa. Michael Vartan, Nadine Velazquez e Erin Moriarty desenvolvem uma química tão estimulante que o tal demônio até murcha — o que não significa que “Morando com o Medo” não assuste.



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