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Alckmin diz que governo não vai ‘obrigar ninguém’ a aceitar redução do diesel

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado que o governo federal não vai “obrigar ninguém” a aceitar a medida de subsidiar o diesel importado, após os estados adiarem a decisão se vão aderir à proposta apresentada pelo Executivo.

Nesta semana, o governo Luiz Inácio Lula da Silva propôs aos estados dividir os custos para estabelecer uma subvenção do diesel importado de R$ 1,20 por litro do combustível, sendo cada ente responsável por R$ 0,60 por litro, numa tentativa de atenuar os impactos nos preços com a guerra no Oriente Médio. Nesta sexta, secretários estaduais se reuniram com o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, para discutir o tema, mas não houve consenso.

A previsão é que uma nova reunião ocorra na segunda-feira para sacramentar se os estados vão aceitar em unanimidade a proposta.

— O governo não vai obrigar ninguém. O governo federal fez a sua parte e está com um bom entendimento com os estados. Um bom entendimento— afirmou o vice-presidente a jornalistas após visita em uma concessionária neste sábado.

Alckmin afirmou ainda que a proposta de dividir os custos com os estados é “transitória”, tem duração de 60 dias, mas não descartou que isso possa ser prorrogado caso a guerra não seja encerrada nesse período.

Ele disse que há uma atuação do governo federal para “evitar o impacto da guerra na vida das pessoas” e falou dos impactos na inflação —tema que preocupa o governo, sobretudo em ano eleitoral. Ele rejeitou, no entanto, que essas medidas estão sendo apresentadas por causa do pleito.

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—Não tem a ver com eleição. A questão do petróleo é com a guerra. Nós não temos o poder de acabar com a guerra e ela tem consequências no mundo inteiro, o preço do barril do petróleo subiu, isso tem impacto na economia e na inflação. O que o governo corretamente fez? Zerou o imposto sobre o diesel e, além disso, deu um subsídio para tentar segurar o aumento de preço, porque isso tem impacto na inflação. (O governo) fez um apelo aos estados para não tirar o imposto, mas ter essa subvenção— afirmou o vice-presidente.



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