Ataques no Golfo danificam aeronaves da Emirates e da Saudia no aeroporto de Dubai
Um Airbus A380 da Emirates, que faz voos comerciais para o Brasil, e um Airbus A321 da Saudia foram danificados enquanto estavam estacionados no aeroporto internacional de Dubai durante os primeiros ataques iranianos, no início de março.
A informação foi divulgada pelo norte-americano Wall Street Journal. Os danos ocorreram com as aeronaves em solo, sem passageiros a bordo, em um dos principais hubs do Oriente Médio.
Apesar do incidente, as operações comerciais foram mantidas com interrupções pontuais. Momentos antes de um drone atingir um tanque de combustível nas proximidades do aeroporto, um voo da Emirates com destino a Pequim havia acabado de decolar. A explosão levou ao desvio temporário de aeronaves em aproximação.
Continuidade da malha aérea
Companhias aéreas da região mantiveram níveis relevantes de atividade desde o início do conflito. A Emirates operou cerca de trezentos voos diários nas duas semanas seguintes aos ataques, equivalente a aproximadamente 60% da capacidade pré-crise.
Outras transportadoras baseadas nos Emirados Árabes — como a Etihad Airways, a flydubai e a Air Arabia — realizaram, em conjunto, mais de 11.000 voos desde o início das hostilidades.
Mitigação de risco
Autoridades dos Emirados Árabes implementaram protocolos operacionais para reduzir a exposição a ameaças, incluindo a definição de corredores aéreos específicos, preparação de controladores de tráfego para desvios imediatos e o emprego de caças militares para proteção contra drones.
As medidas visam garantir a continuidade da aviação comercial em um ambiente de risco elevado, preservando a conectividade aérea regional e internacional mesmo sob condições adversas.

