Bombardeios atingem o aeroporto de Mehrabad, em Teerã, capital do Irã, e destroem Airbus A319 da Iran Air
O aeroporto internacional de Mehrabad, em Teerã, capital do Irã, foi alvo de bombardeios nesta terça-feira (3), durante o quarto dia da operação militar denominada “Epic Fury”, conduzida por forças dos Estados Unidos e de Israel.
Múltiplas explosões foram registradas no terminal, considerado um dos principais polos de aviação doméstica e de transporte militar do país. Um Airbus A319 da Iran Air foi totalmente destruído enquanto permanecia estacionado no pátio. Trata-se do primeiro relato confirmado de perda de um avião civil desde o início da escalada militar.
A aeronave atingida operava voos domésticos regulares a partir de Mehrabad, aeroporto que concentra a maior parte das operações internas na capital iraniana. A confirmação da destruição total do jato de corredor único representa um marco na escalada do conflito, ao envolver diretamente um ativo da aviação comercial.
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Até o momento, não houve divulgação oficial sobre vítimas relacionadas ao impacto na aeronave.
O aeroporto internacional de Mehrabad desempenha papel central na malha aérea doméstica do Irã e também abriga operações militares. Desde o início das hostilidades, o terminal vinha registrando fechamentos intermitentes, mas permanecia como infraestrutura estratégica para deslocamentos internos.
A ofensiva amplia o impacto direto sobre a infraestrutura aeronáutica civil e reforça a vulnerabilidade de ativos aeroportuários em cenários de conflito armado.
A intensificação das operações militares provocou a criação de uma zona de exclusão aérea em grande parte do Oriente Médio, com reflexos imediatos na aviação comercial internacional.
Dados consolidados indicam mais de 3.400 voos cancelados nas últimas 72 horas, espaços aéreos fechados ou severamente restritos sobre Irã, Iraque, Emirados Árabes e Catar e centenas de milhares de passageiros retidos em hubs internacionais.
Companhias como Lufthansa e British Airways suspenderam integralmente operações sobre a região, adotando rotas alternativas ou cancelando frequências.
A restrição do espaço aéreo sobre países do Golfo afeta diretamente centros de conexão estratégicos, como Dubai e Doha, onde milhares de passageiros aguardam realocação. Companhias aéreas vêm revisando planos de voo para evitar corredores aéreos considerados de risco.
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