O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou R$ 424,2 milhões em investimentos para aeroportos regionais do Nordeste
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou na última quinta-feira (15), novos investimentos para a infraestrutura aeroportuária regional no Nordeste, dentro da carteira pública de empreendimentos prevista para o ciclo 2026/2027.
O programa destinará R$ 424,2 milhões à região, com foco em estudos, projetos, obras e modernização de aeroportos regionais.
Recursos para aeroportos regionais do Nordeste
Do total previsto para a região, os investimentos contemplam a elaboração de estudos e projetos básicos para os aeroportos de Feira de Santana/BA, um novo aeroporto em Conde/BA e o terminal de Iguatu/CE. As ações visam preparar essas infraestruturas para futuras etapas de ampliação e operação, alinhadas ao crescimento da aviação regional.
Instalação de estações meteorológicas
A carteira também inclui a implantação de estações meteorológicas nos aeroportos de Patos/PB, Sobral/CE, Balsas/MA e Gurupi/TO. A medida busca ampliar a segurança operacional e a confiabilidade das operações aéreas, especialmente em terminais regionais utilizados por aeronaves de menor porte, turboélices e aviação geral.
Obras e melhorias em terminais existentes
Além dos estudos e novos projetos, já há recursos destinados para obras e melhorias de infraestrutura nos aeroportos de Barra do Corda, Bacabal e Santa Inês, no Maranhão, Picos/PI e Ilhéus/BA.
As intervenções envolvem adequações operacionais e estruturais, com impacto direto na capacidade e na regularidade dos serviços aeroportuários regionais.
Carteira nacional e uso da metodologia BIM
A nova carteira pública de investimentos em aeroportos regionais prevê 34 empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por dezesseis estados. Cerca de 65% dos projetos deverão adotar a metodologia BIM (Building Information Modelling).
O BIM permite o planejamento, projeto, construção e gestão de obras a partir de modelos digitais integrados, reunindo informações físicas e funcionais em um único ambiente.
A metodologia incorpora dados de dimensões, materiais, custos, prazos e manutenção, ampliando a integração entre equipes técnicas, reduzindo inconsistências e apoiando decisões ao longo de todo o ciclo de vida dos empreendimentos aeroportuários.

