Testes com robôs autônomos elétricos são voltados para transporte de cargas e limpeza de FOD nas áreas de movimentação de aeronaves
O aeroporto internacional de Belo Horizonte iniciou recentemente, uma prova de conceito com robôs autônomos 100% elétricos para transporte interno de cargas e limpeza de FOD (Foreign Object Debris) nas áreas de movimentação de aeronaves.
Os testes ocorrem em ambiente operacional real e avaliam desempenho, segurança, viabilidade técnica e aplicabilidade no sítio aeroportuário.
A iniciativa integra a estratégia da concessionária do aeroporto, a BH Airport, de ampliar a automação e a eficiência operacional, com foco em segurança de pousos e decolagens, otimização de recursos e alinhamento a práticas ESG.
Na primeira frente de testes, os veículos autônomos foram empregados no deslocamento interno de cargas. Segundo o aeroporto, os equipamentos já transportaram até duas toneladas ao longo de aproximadamente 1,5 quilômetro dentro da área operacional.
Os chamados “robôs burro” são plataformas móveis elétricas equipadas com sistemas de inteligência artificial para navegação autônoma, reconhecimento de rotas e tomada de decisão em tempo real.
Projetados para operação colaborativa com equipes humanas, podem seguir operadores, executar trajetos programados e realizar transporte de cargas com precisão.
A segunda frente de avaliação contempla a identificação e remoção de FOD (objetos estranhos) nas áreas de movimentação de aeronaves. A presença de resíduos na pista e no pátio pode representar risco a aeronaves comerciais, executivas e cargueiras, especialmente durante as fases de pouso e decolagem.
Nos testes, os veículos autônomos são avaliados quanto à capacidade de detectar e recolher detritos com eficiência, contribuindo para mitigar riscos operacionais e reforçar os protocolos de segurança aeroportuária.
A prova de conceito é conduzida em parceria com a Tecnoloc, representante no Brasil da norte-americana Burro, empresa especializada no desenvolvimento de veículos autônomos colaborativos para ambientes logísticos e industriais complexos.
O modelo de prova de conceito permite mensurar ganhos operacionais e avaliar variáveis como integração com processos existentes, segurança operacional, desempenho em ambiente real e potencial de escalabilidade.
A adoção de robôs autônomos elétricos dialoga com a agenda ambiental, social e de governança do aeroporto, especialmente pelo uso de veículos 100% elétricos e pela busca por soluções voltadas à eficiência energética.
No contexto da aviação civil brasileira, iniciativas de automação em infraestrutura aeroportuária têm sido associadas à modernização de processos, redução de custos operacionais e incremento da segurança em solo, tanto na movimentação de cargas quanto na manutenção de pistas e pátios.
Com a prova de conceito em andamento, o BH Airport avalia a viabilidade de ampliação do uso de veículos autônomos em sua operação.
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