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Aena Brasil vence ‘leilão dos centavos’ do aeroporto do Galeão

Aena Brasil vence ‘leilão dos centavos’ do aeroporto do Galeão

A Aena Brasil venceu o novo leilão do aeroporto internacional do Rio de Janeiro e irá substituir a concessionária RIOgaleão

A Aena Brasil venceu o leilão do aeroporto internacional do Rio de Janeiro (GIG), organizado pela Agência Nacional de Aviação Civil, nesta segunda-feira (30), na B3, em São Paulo.

A empresa apresentou a maior proposta em leilão viva-voz que durou mais de uma hora, de R$ 2,9 bilhões, um ágio de 210,88% em relação ao valor inicial de pouco mais de R$ 932 milhões. Os últimos instantes foram marcados por sucessivos lances com diferença de apenas um centavo (R$ 0,01).

Na primeira parte do certame, a Zurich Airports e a Aena Brasil ofereceram o mesmo lance, de R$ 1,5 bilhão, ágio de 60,8%, enquanto a RIOgaleão ofereceu pouco mais de R$ 934 milhões, ágio de 0,13%. A Aena Brasil administra atualmente dezessete aeroportos no país, inclusive o de Congonhas, em São Paulo.

Histórico

A Changi Airports, atual controladora da concessionária RIOgaleão, havia manifestado interesse em deixar a concessão por vários anos, após dificuldades financeiras e operacionais do aeroporto. A empresa venceu a licitação em 2013 com uma proposta de cerca de R$ 19 bilhões, valor quase quatro vezes superior ao lance mínimo estipulado pelo governo.

Em junho de 2025, entretanto, a companhia decidiu permanecer no negócio, após o Tribunal de Contas da União (TCU) homologar novas condições para a continuidade da concessão.

Dois meses depois, a RIOgaleão anunciou uma mudança no controle acionário da empresa, com a aquisição de 70% da participação da Changi Airports pelos fundos da Vinci Compass.

Após um roadshow do leilão de venda assistida da concessão do aeroporto internacional do Rio de Janeiro, em fevereiro, três empresas demonstraram interesse no terminal no novo certame.

Obrigações

A proposta estabelece para o vencedor do leilão uma contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto até 2039. O certame marcou também a saída da Infraero — que detinha 49% das ações da concessão.

Também estão previstas a retirada da obrigação de implantação de uma terceira pista e a criação de mecanismos compensatórios em caso de eventuais restrições operacionais no aeroporto Santos Dumont.





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