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Acredite ou não: Bruce Willis gravou esse thriller de ação, na Netflix, em apenas um dia

Roman (Ashton Holmes) vê sua vida desmoronar quando a esposa é sequestrada por uma rede de tráfico humano. O choque inicial dura pouco. Ele não espera respostas formais, não aguarda procedimentos intermináveis. Recorre aos irmãos, Brandon (Shawn Ashmore) e Deklan (Cole Hauser), ambos ex-militares, homens treinados para agir sob pressão. A decisão é imediata: encontrar, rastrear, pressionar. Cada hora perdida significa uma distância maior entre a vítima e qualquer chance de resgate.

O trio mergulha num submundo que funciona com rapidez assustadora. Telefones descartáveis, galpões discretos, intermediários que falam pouco e observam muito. Brandon tenta organizar a busca com frieza, seguindo pistas e cruzando informações. Deklan prefere confronto direto, impondo medo para arrancar nomes. Roman oscila entre estratégia e impulso, movido por algo muito mais pessoal. Essa diferença de temperamento cria tensão interna, mas também acelera o avanço da investigação.

No outro lado está o detetive James Avery (Bruce Willis), um policial experiente que já acompanha casos de desaparecimento ligados à mesma rede criminosa. Avery conhece o padrão: vítimas somem rápido, documentos desaparecem, testemunhas recuam. Ele tenta montar o quebra-cabeça dentro dos limites da lei, mas esbarra numa burocracia que retarda mandados e dificulta operações. Enquanto isso, Roman não pode se dar ao luxo de esperar.

Quando os caminhos se cruzam, surge uma parceria desconfortável. Avery entende que os irmãos têm acesso a informações que a polícia ainda não conseguiu reunir. Ao mesmo tempo, sabe que civis armados e movidos pelo desespero podem comprometer tudo. Ele precisa equilibrar prudência e urgência. Roman, por sua vez, vê no detetive uma chance real de chegar mais perto da esposa, mas desconfia do ritmo institucional. Essa relação é o eixo mais interessante do filme: dois modos de agir, dois limites diferentes, um mesmo objetivo.

“Atos de Violência” aposta numa narrativa direta, sem grandes discursos. A trama avança a partir de decisões práticas: seguir um contato, pressionar um suspeito, entrar em um espaço perigoso. Cada movimento traz consequência imediata. O roteiro mantém a tensão porque sempre há algo concreto em jogo, seja uma pista recém-descoberta ou a ameaça de que a vítima seja transferida para outro lugar. O tempo nunca é neutro aqui; ele trabalha contra quem procura.

Bruce Willis compõe Avery com cansaço contido e olhar calculado, alguém que já viu esse tipo de crime repetir-se mais vezes do que gostaria. Cole Hauser entrega a Deklan uma energia firme, quase implacável. Shawn Ashmore constrói Brandon como o irmão que tenta manter a cabeça fria. Ashton Holmes sustenta o centro emocional da história, sem exageros, deixando que o desespero apareça mais nas atitudes do que nas palavras.

O filme não reinventa o gênero, mas mantém a tensão suficiente para prender a atenção. A ação surge como consequência das escolhas, não como espetáculo vazio. A cada passo, a pergunta que permanece não é apenas se Roman conseguirá chegar a tempo, mas quanto ele está disposto a perder para tentar. E é justamente essa urgência, concreta e palpável, que mantém “Atos de Violência” em movimento até o último momento, sem entregar mais do que precisa.

Filme:
Atos de Violência

Diretor:

Brett Donowho

Ano:
2018

Gênero:
Ação/Crime/Suspense

Avaliação:

7/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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