A MRV (MRVE3) divulgou os resultados do quarto trimestre nesta segunda-feira (09), antes da abertura dos mercados. Os números do negócio de incorporação no Brasil estiveram acima do esperado, mas os níveis de alavancagem permanecem altos, em especial com a operação americana, Resia.
Enquanto os analistas esperavam uma reação neutra dos investidores, o que realmente aconteceu foi uma queda vertiginosa nas ações, causada também pela alta dos juros futuros, que impactam os papéis do setor.
Por volta das 11h (horário de Brasília), as ações da MRV despencavam 7,31% sendo que, às 12h03, a baixa era de 6,45%, a R$ 8,70. Já no mercado de juros futuros, durante a manhã, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,395%, em alta de 23 pontos-base ante 13,17% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 14,04%, com elevação de 18 pontos-base ante 13,856%.
Viva do lucro de grandes empresas
Para o JPMorgan, o processo de turnaround da empresa continua, com lucro líquido consolidado em R$ 117 milhões, abaixo da estimativa do banco, mas próximo ao consenso do mercado. O banco segue Overweight (exposição acima da média, equivalente à compra). De acordo com os analistas, a MRV continua mostrando recuperação nos lucros em seu segmento principal, mas a pressão sobre o lucro consolidado permanece.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 41 milhões no trimestre, contra o prejuízo de R$ 250 milhões no mesmo período no ano anterior. O resultado também mostrou uma melhora em relação ao terceiro trimestre, em que a empresa teve prejuízo de R$ 83 milhões.
A geração de caixa, excluindo a venda de recebíveis, atingiu R$ 174,8 milhões no 4T25, muito acima do registrado no trimestre anterior, com R$ 1,9 milhão. Para o Bradesco BBI, mesmo com a melhoria, o mercado agora deve se concentrar na sustentabilidade dessa geração de fluxo de caixa livre.
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De acordo com o banco, essa geração ainda depende de fatores como a dinâmica de recebíveis e a normalização das transferências de programas habitacionais estaduais. O BBI manteve recomendação de compra para a ação.
Para o Morgan Stanley, os resultados deram sinal positivo, mas a MRV ainda precisa demonstrar que esse movimento é sustentável. De acordo com o banco, o foco dos investidores deverá se voltar a sustentabilidade da recuperação. Questões como o progresso no plano de desinvestimento da Resia e na gestão de caixa, além da menor dependência da securitização de recebíveis e um perfil de geração de caixa mais saudável e sustentável serão os principais temas para acompanhar.
O resultado final do lucro líquido foi fortemente impactado por despesas financeiras, afirmam os analistas do Goldman Sachs. Segundo o banco, o aumento gradual da alavancagem segue como principal preocupação. A relação dívida líquida/patrimônio líquido subiu de 0,50 para 0,56, o segundo nível mais alto desde o primeiro trimestre de 2023.
Para os analistas da casa, a chave para a MRV é, e continua sendo, a desalavancagem. Conforme análise, a Resia será um componente importante nesse processo. A Resia registrou prejuízo de R$ 110 milhões, contra prejuízo de R$ 237 milhões no mesmo trimestre em 2024. O resultado também seguiu o prejuízo de R$ 83 milhões no trimestre anterior.
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Até o momento, as vendas de ativos foram limitadas, atingindo US$ 167 milhões dos US$ 800 milhões previstos. O banco manteve recomendação neutra para a MRV.
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