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Acidente no Elevador da Glória

Segundo o jornal Público, de Lisboa, o acidente ocorrido no Elevador da Glória nesta quarta-feira (3), que deixou 16 mortos e dezenas de feridos, foi provocado pelo rompimento de um cabo de segurança que liga as duas composições do ascensor. Cada uma tem capacidade para 42 pessoas e funciona como contrapeso da outra.

Com REDAÇÃO DO DIÁRIO

A cabine que fazia o trajeto de subida, próximo à Praça dos Restauradores, teria descido entre um e dois metros até o limite inferior do trilho, sem se soltar, o que causou a maioria dos ferimentos leves.

Já o carro que fazia o trajeto de descida saiu dos trilhos, avançou descontroladamente em alta velocidade e tombou em uma curva, colidindo com um prédio e ficando completamente destruído.

Até o momento, ainda não está claro se houve falha nos freios da composição que fazia a descida.

Como funciona o Elevador da Glória

Inaugurado em 1885, o Elevador da Glória é uma das atrações turísticas mais conhecidas da cidade de Lisboa.

Em sua fase inicial, funcionava por meio de um sistema de rodas dentadas e um cabo, com equilíbrio garantido por contrapeso de água. Depois, passou a operar com energia a vapor até 1915, quando foi eletrificado — sistema que permanece em uso atualmente.

Os dois bondes amarelos em operação hoje fazem dois percursos: um de subida e outro de descida, entre a Praça dos Restauradores e o Bairro Alto, onde fica o Miradouro de São Pedro de Alcântara, com vista privilegiada para o Castelo de São Jorge.

Cada veículo, ligado ao outro por um cabo, tem capacidade para 22 passageiros sentados e 20 em pé.

As composições se cruzam no meio do trajeto, que tem 275 metros de extensão e leva cerca de três minutos para ser percorrido. A inclinação da via chega a 18% na Calçada da Glória.

Além do Elevador da Glória, a Carris — empresa municipal de transporte — também administra os ascensores da Bica, Lavra e o Funicular da Graça.

A Prefeitura de Lisboa suspendeu imediatamente o funcionamento de todos esses equipamentos para uma inspeção urgente.

Manutenção feita por empresa terceirizada

A Carris afirma que segue rigorosamente todos os protocolos de manutenção, incluindo revisões gerais a cada quatro anos e manutenções intermediárias a cada dois anos — a última foi feita em 2024.

A empresa também informou que cumpre à risca os programas de manutenção mensal, semanal e as inspeções diárias, e que abriu uma investigação em parceria com as autoridades para apurar as causas do acidente.

Pedro de Brito Bogas, presidente da Carris, declarou à imprensa que a manutenção dos últimos 14 anos foi realizada por uma empresa terceirizada, a Main Energy. No entanto, a companhia, sediada na cidade de Maia, negou qualquer vínculo atual ou anterior com a Carris.

De acordo com o Portal Base, o último contrato público firmado pela Carris para serviços de manutenção foi assinado em 2022 com a empresa MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia Ltda.

O sindicato dos trabalhadores da Carris acusa a empresa, controlada pela Prefeitura de Lisboa, de ter desmontado deliberadamente sua própria oficina de manutenção, argumentando que sempre houve capacidade técnica interna para realizar os serviços.

O Ministério Público informou que vai abrir um inquérito para apurar as causas do acidente. Já o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) comunicou que também iniciará uma investigação, com coleta de provas no local a partir desta quinta-feira.



Fonte

Redação

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