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ação preferida entre as petroleiras já subiu demais?

ação preferida entre as petroleiras já subiu demais?

Vista como preferida do setor de petróleo entre as ações brasileiras, a PRIO (PRIO3) já registrou uma valorização superior a 20% apenas em 2026. Neste cenário, analistas se questionam: a ação já subiu demais?

Para o Itaú BBA, apesar da valorização deixar pouco espaço para decepções, o Itaú BBA avalia que a tese segue mostrando forte momentum e retornos que continuam se destacando mesmo em cenários de petróleo mais baixo.

No entanto, segundo o banco, o mercado já embute a chegada do primeiro óleo de Wahoo com produção de 40 mil barris por dia em abril e a queda do opex anual de Peregrino para US$ 250 milhões, restando pouco espaço para frustrações nesses pontos.

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O banco acrescenta que novos catalisadores positivos podem sustentar uma tendência adicional de valorização das ações. Considerando os cronogramas mais recentes para o primeiro óleo de Wahoo em março, com dois poços, novos poços em Frade e intervenções (workovers) em Albacora Leste, além da redução gradual das taxas de declínio em Frade, a análise de sensibilidade indica valor justo de R$ 61 por ação com Brent a US$ 60 por barril, o que implicaria potencial de alta de cerca de 18% frente aos níveis atuais. Com Brent a US$ 65 por barril, o valor justo poderia chegar a R$ 71 por ação, representando upside de aproximadamente 38%.

Diante disso, o desempenho das ações também pode ser sustentado pelo avanço rumo à entrega de um yield de caixa de dois dígitos, mesmo em cenários conservadores para o petróleo.

Dividendos

O Itaú BBA vê o próximo anúncio da política de remuneração da PRIO mais como uma formalização da disposição da companhia em devolver capital aos acionistas do que como um modelo rígido baseado em fórmulas. Nesse contexto, assumindo alavancagem-alvo de 1,0 vez e Brent a US$ 60 por barril em 2027, o banco enxerga dividend yield potencial de cerca de 24% em 2027.

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Análise de sensibilidade

Com Brent a US$ 60 por barril, o Itaú BBA estima que a PRIO negociaria com rendimentos de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 12% em 2026 e 28% em 2027, além de dividend yield potencial de 24% em 2027.

Em um cenário mais conservador, com Brent a US$ 50 por barril, os yields de FCFE seriam de 8% em 2026 e 22% em 2027, com dividendos potenciais de 5% em 2027. Já em um cenário mais otimista, com Brent a US$ 70 por barril, o dividend yield poderia alcançar 44% em 2027, enquanto o FCFE yield subiria para 34%.

O banco manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 51.

O Goldman Sachs, por sua vez, reiterou sua preferência relativa por PRIO no setor de petróleo, citando o forte e visível crescimento orgânico da produção no curto prazo, a alta qualidade operacional da companhia e o histórico sólido de criação de valor por meio de aquisições.

A equipe global do Goldman Sachs mantém uma perspectiva pessimista para os preços do petróleo neste ano, projetando que o Brent tenha média de US$ 56 por barril em 2026, abaixo dos cerca de US$ 65 por barril implícitos na curva futura atual, com a visão conservadora baseada principalmente em um excesso de oferta estimado em 2,3 milhões de barris por dia.

No horizonte mais longo, a equipe tem postura mais positiva e espera que o Brent se recupere para cerca de US$ 75 por barril na próxima década, diante do crescimento sólido da demanda e da desaceleração da oferta fora da Opep, fatores que tenderiam a reequilibrar o mercado.

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