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Ação alucinante com Chris Hemsworth e Mark Ruffalo vira febre no Prime Video

Para tentar se entender a mente de um criminoso, é recomendável procurar algum traço de humanidade em suas ações. Há diversos meios para se alcançar o íntimo de pessoas que muitas vezes já perderam o elo com o mundo exterior, restando no fundo só uma personalidade doentia, sequiosa de reparações que só elas mesmas creem justas. O mínimo impulso quanto a dar algum verniz de glamour ao crime deve ser rechaçado, mas não se pode negar que o facínora fica mais perto do homem comum quando é exposto a seus medos, às vezes até conseguindo a improvável redenção. “Caminhos do Crime” segue de perto os movimentos de um ladrão meticuloso, soando como o manual do bandido perfeito. A adaptação de Bart Layton para “Crime 101” (2020), o conto de suspense de Don Winslow, junta melodrama, ação e uma dose de exótica poesia, num enredo repleto de personagens nada convencionais.

Inferno na Cidade dos Anjos

Los Angeles vira o caldeirão do diabo logo nos primeiros minutos do filme, ocupados por duas perseguições de carro na rodovia no sul da Califórnia que empresta o nome ao livro. Faz algum tempo que Mike Davis intenta assaltar uma joalheria por ali, e seu plano sai do papel, finalmente, mas como um ardiloso esquema, que envolve a participação de uma numerosa rede de chefões do submundo. Davis fez carreira aliando-se a Money, o mafioso interpretado por Nick Nolte, e manifesta a vontade de andar com as próprias pernas, ainda que não saiba exatamente quão perigoso o velho é. Coincidência ou não, a sua primeira empreitada independente só não acaba mal por um lance de sorte, mau agouro que, lamentavelmente, despreza.

O charme da escuridão

A narrativa descola-se de Davis para incluir figuras que tomam parte em sua vida, de maneiras opostas, mas que se completam. Sharon Colvin, uma corretora de seguros que deu o sangue pela empresa, mas jamais conseguiu a sociedade que tanto almejava, entra na história depois de Maya, a garota que bate no carro de Davis e se apaixona por ele, só para lhe dizer umas verdades — e sofrer também, por óbvio. Layton encarrega Chris Hemsworth de unir as duas pontas, com Halle Berry e Monica Barbaro em performances inspiradas, e assim também é com o detetive Lou Lubesnik, de Mark Ruffalo e Ormon, o psicopata vivido por Barry Keoghan. E os cinco juntos são insuperáveis.



Fonte

Redação

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