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Acabou de entrar no Prime Video e já virou o filme de ação mais visto do mundo

Homens comuns enfrentam situações que demandam-lhes uma dose generosa de alheamento. Por estarem sempre se cercando de todos os cuidados para que nada fuja ao esperado, no momento em que se veem diante de uma grande reviravolta do destino, ainda que tudo possa tornar ao ponto inicial não muito tempo depois, nunca se perdem de si mesmos e acabam optando pela cautela, o que, em dadas circunstâncias, vira uma maldição difícil de ser remediada. Dani de la Torre consegue bons acertos, mas também erra bastante em “Agente Zeta”, um thriller de espionagem que recorre a muitos dos clichês do gênero para se segurar por longos 133 minutos. De la Torre e os corroteiristas Oriol Paulo e Jordi Vallejo elaboram uma narrativa na qual há espaço para ação, intriga e drama pessoal. Ok, é só isso.

Aquela velha história

Mocinhos e vilões estão cada vez mais parecidos, e isso além de uma lástima é um perigo à civilização. Ninguém distingue mais a olho nu quem presta de quem não vale absolutamente nada, e por trás do famigerado carisma escondem-se grandes, inomináveis monstros. Por outro lado, personalidades meio nefastas podem ocultar heróis (ou, mais precisamente, anti-heróis) dignos de registro e de todo o nosso respeito. Essa definição cai como uma luva para Iago, um espião do CNI, o órgão que responde pela inteligência espanhola, num autoimposto ano sabático para cuidar da saúde da mãe. Enquanto não chega ao que importa, De la Torre concentra-se nas agruras existenciais de Iago, chamado de volta antes do prazo que combinara com seus superiores por causa de um justiceiro que tem matado pessoas ligadas a uma tal Operação Ciénaga.

Um passado nebuloso

Meio a contragosto, Iago, o personagem-título, retoma suas funções e realiza um périplo pelo Rio de Janeiro e pela Colômbia, palco da Ciénaga, pensada para desmantelar cartéis, mas posta de lado depois de mafiosos terem aproveitado o clima de instabilidade social para massacrar inocentes. A missão de Zeta agora é encontrar Salvador Ancares, um ex-agente da CNI e o único apto a fornecer as pistas certas para que se prenda os culpados. Esforçado, Mario Casas perde-se em meio ao torvelinho de subtramas que deságuam em reviravoltas protocolares, que não valorizam a grande revelação sobre Iago. Se não tentasse copiar  “Jason Bourne” (2016), de Paul Greengrass, ou “Jack Reacher — O Último Tiro” (2012), de Christopher McQuarrie, “Agente Zeta” valeria muito mais a pena.

Filme:
Agente Zeta

Diretor:

Dani de la Torre

Ano:
2026

Gênero:
Ação/Thriller

Avaliação:

7/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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