Fundador da Biotrop, empresa do ramo de defensivos biológicos que foi vendida para o grupo belga Biobest por quase R$ 3 bilhões, Antônio Carlos Zem está investindo em uma nova frente de negócio, depois de sair do dia a dia da empresa que fundou em 2018.
O executivo, que faz parte hoje do conselho global da BioFirst, holding criada para administração do negócio, deixa claro que sua nova empresa não será uma competidora no mesmo ramo da Biotrop: “não estou no biológico tradicional”, ressaltou.
A Biovirtus, nome da nova companhia, atua no espaço que Zem chama de “adjacente” no setor de biológicos: “com especialidades”. A equipe para a marca já está sendo montada, com vendas em andamento e criando, também, um sistema de distribuição. “Trazendo gente com experiência, mas trazendo gente nova para formar. Eu estou apostando muito para começar”.
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Ele foi o convidado do oitavo episódio do podcast Raiz do Negócio, sua estrada entre o campo e a Faria Lima, uma parceria entre InfoMoney e The AgriBiz
Por mais novo e talvez inusitado que possa parecer, um dos focos de atuação da Biovirtus no momento é o aperfeiçoamento de um protetor solar para plantas, especialmente em uma era de “desbalanço climático”, como o executivo citou no podcast. “Nós temos uma agricultura tropical e equatorial. Portanto, a proteção solar para plantas é um negócio importante”, explicou.
Atualmente, eles já lançaram o primeiro produto e, segundo o empresário, já está vendendo muito bem.
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Para além disso, paralelamente, há estudos para novas tecnologias do chamado “protetor transparente”, para evitar que cultivos sofram com o “golpe de sol”, que ocasiona queima no fruto, depreciando a commodity: frutas, soja e milho, por exemplo, sofrem bastante com este problema, apontou Zem. “A folha da soja chega a encarquilhar, secar. Já estamos fazendo as primeiras vendas para a soja, especificamente, e vamos ver o resultado”, resumiu.
Além do protetor solar agrícola, o empresário também investe em calor e luz no ambiente do agronegócio, focando na complexa questão fotossintética – e no conforto térmico da planta, possuindo luzes, do espectro mais favorável.
“Se tivermos produtos que podem atuar nesse sentido, aumentando a capacidade fotossintética e aumentando o conforto térmico, nós vamos ter plantas muito mais produtivas. E os primeiros resultados são atrativos, muito interessantes”, afirmou, durante a entrevista. A expectativa, no momento, é que exista uma chance de cerca de 70% de sucesso neste segmento.
Vale citar também que algas são organismos que estão no radar do negócio.
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