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A aventura épica e nostálgica, com Sean Bean e Famke Jansen, que você precisa para melhorar seu dia instantaneamente, na Netflix

A aventura épica e nostálgica, com Sean Bean e Famke Jansen, que você precisa para melhorar seu dia instantaneamente, na Netflix

Seiya (Mackenyu) começa “Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo” (2023), dirigido por Tomasz Baginski, como um jovem que luta por dinheiro em circuitos clandestinos, mas tudo muda quando ele descobre poderes inesperados e passa a ser responsável por proteger Sienna (Madison Iseman), alvo de uma ameaça organizada que quer controlá-la a qualquer custo.

A rotina de Seiya é simples e pouco glamourosa: entrar em arenas improvisadas, apanhar e bater o suficiente para sair com algum dinheiro no bolso. Ele não está ali por vocação heroica, mas por necessidade. O passado mal resolvido ainda pesa, e cada luta é também uma tentativa de seguir em frente sem olhar muito para trás. Só que, em um desses combates, algo sai do controle. Um golpe libera uma energia que ele próprio não entende, e o que era apenas mais uma noite de sobrevivência vira um espetáculo impossível de ignorar.

Esse momento chama a atenção de Alman Kido (Sean Bean), um homem poderoso que observa de longe antes de agir. Ele não oferece exatamente um convite, mas uma direção. Ao encontrar Seiya, Kido apresenta uma proposta direta: há uma jovem que precisa ser protegida, e ele acredita que o rapaz é a pessoa certa para isso. Não há muito espaço para recusa, especialmente quando respostas sobre o passado de Seiya entram na equação. Aceitar significa sair do ringue e entrar em algo maior, com riscos bem menos previsíveis.

Uma deusa em perigo

Sienna (Madison Iseman) não é uma garota comum, embora preferisse ser. Ela carrega dentro de si a reencarnação de Athena, uma força antiga que, na prática, a coloca no centro de uma disputa violenta. O problema é que ela mesma ainda não entende o alcance disso. Em vez de segurança, o que sente é medo. E não é difícil entender: pessoas com recursos, treinamento e intenções nada amigáveis estão atrás dela.

Seiya assume a função de protegê-la, mas rapidamente percebe que isso envolve mais do que força bruta. É preciso antecipar movimentos, escolher rotas, decidir quando lutar e, principalmente, quando fugir. Sienna, por sua vez, oscila entre resistência e aceitação. Em alguns momentos, questiona tudo; em outros, começa a perceber que negar o que é pode ser ainda mais perigoso. Essa tensão interna afeta diretamente as decisões do grupo e aumenta o risco a cada deslocamento.

Aprender antes de cair

Com o perigo se aproximando, Seiya precisa aprender rápido. Não há tempo para grandes reflexões ou treinos longos e contemplativos. O processo é quase bruto: tentativa, erro e repetição. Ele precisa entender como controlar o próprio poder antes que ele se volte contra si mesmo ou exponha Sienna em um momento crítico.

Há algo quase irônico nisso tudo. Seiya, que antes lutava por dinheiro sem pensar muito, agora precisa pensar em cada movimento antes de lutar. A impulsividade deixa de ser vantagem e passa a ser ameaça. Aos poucos, ele ajusta o tempo dos golpes, segura a energia no momento certo e começa a agir com mais precisão. Não vira um mestre da noite para o dia, mas ganha o suficiente para não ser apenas reativo. E isso faz diferença quando a ameaça finalmente encosta de vez.

Quem caça não recua

A antagonista vivida por Famke Janssen não é do tipo que faz ameaças vazias. Ela organiza a perseguição com método, reduz as opções de fuga e força confrontos diretos. Não há improviso ali, só estratégia. Cada aparição dela encurta a distância entre o grupo e o perigo real.

Seiya sente o peso disso. Proteger alguém sob ataque constante exige mais do que coragem; exige consistência. E, nesse ponto, o filme encontra seu ritmo: alterna momentos de confronto com pausas curtas, em que os personagens reorganizam o que restou de vantagem. Em uma dessas pausas, surge até um respiro de humor, rápido e meio torto, como alguém que ri da própria situação absurda antes de voltar a correr. Funciona mais como alívio do que como piada, mas cumpre o papel de humanizar o caos.

Entre mito e sobrevivência

O longa tenta equilibrar dois movimentos: apresentar um universo cheio de regras e, ao mesmo tempo, não travar a narrativa com explicações excessivas. Em vez de longos discursos, a informação aparece aos poucos, misturada às decisões dos personagens. Kido administra recursos e define caminhos, Seiya executa e aprende na prática, e Sienna começa a assumir um papel mais ativo na própria proteção.

Não é uma jornada fechada, daquelas que resolvem tudo de uma vez. Pelo contrário, o filme funciona como ponto de partida. Quando a história avança, o que fica claro é que o conflito está longe de terminar. Seiya já não é mais o lutador que entrou no ringue por dinheiro, e Sienna já não pode fingir que é apenas uma garota comum. Eles seguem em movimento, com menos margem de erro e muito mais em jogo.

Filme:
Os Cavaleiros do Zodíaco — Saint Seiya: O Começo

Diretor:

Tomasz Baginski

Ano:
2023

Gênero:
Ação/Aventura/Drama/Fantasia/Ficção Científica

Avaliação:

8/10
1
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★★★★★★★★★★



Fonte

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