Cocares, brincos, colares e tiaras são as peças mais fiscalizadas (Divulgação/Amazonastur)

O Governo do Amazonas intensificou a campanha “Turismo sem Penas” com a proximidade do 59º Festival de Parintins. A iniciativa, coordenada pela Amazonastur, busca conscientizar turistas e moradores sobre os riscos e as penalidades relacionadas à compra de acessórios e artesanatos produzidos com partes de animais silvestres.

Entre os itens comercializados irregularmente estão cocares, brincos, colares, tiaras e peças decorativas confeccionadas com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. A legislação ambiental brasileira proíbe o uso e a comercialização desse tipo de material quando proveniente da fauna silvestre.

Segundo o presidente da Amazonastur, Frank Dantas, a campanha reforça o compromisso do estado com a preservação ambiental e o turismo sustentável durante o festival.

“Parintins é uma vitrine da cultura amazônica para o Brasil e o mundo. O objetivo é fortalecer um turismo responsável, que valorize a identidade cultural sem incentivar práticas ilegais contra a fauna”, afirmou.

De acordo com o superintendente do Ibama, Joel Araújo, além do caráter educativo, a campanha também fortalece o combate às infrações ambientais relacionadas ao comércio e ao uso desses materiais.

A iniciativa ainda orienta consumidores sobre como identificar penas naturais e artificiais. Enquanto as naturais possuem haste central, ramificações laterais e maior flexibilidade, as artificiais costumam ser mais rígidas e são consideradas alternativa sustentável para a produção artesanal.

Crime ambiental prevê multa e detenção

A comercialização ou utilização de artefatos produzidos com partes de animais silvestres é considerada crime ambiental no Brasil. A Lei de Crimes Ambientais, prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil.