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Diversão garantida e zero preocupações: a comédia com Liam Neeson na Netflix que vai dar um upgrade no seu dia

Diversão garantida e zero preocupações: a comédia com Liam Neeson na Netflix que vai dar um upgrade no seu dia

Los Angeles vive mais um daqueles dias em que ninguém dentro da polícia parece preparado para o próprio trabalho. Em “Corra que a Polícia Vem Aí!”, Liam Neeson assume o papel de Frank Drebin Jr., filho do atrapalhado tenente que virou símbolo da comédia policial décadas atrás. Sob direção de Akiva Schaffer, o longa acompanha Drebin tentando investigar um assalto a banco que rapidamente se conecta a um cadáver encontrado dentro de um carro e a uma empresa de veículos elétricos comandada pelo empresário Richard Cane, interpretado por Danny Huston. Ao lado do parceiro Ed Hocken Jr., vivido por Paul Walter Hauser, ele mergulha numa investigação que ameaça transformar Los Angeles num caos ainda maior.

A graça do filme nasce da forma como Drebin trabalha. Ele entra numa cena de crime derrubando evidências, interrompe colegas durante reuniões importantes e transforma qualquer tentativa de infiltração num desastre administrativo. Frank acredita sinceramente que controla a situação. O problema é que tudo ao redor dele desaba em poucos minutos. Liam Neeson percebe a piada desde o começo e interpreta o personagem com absoluta seriedade. Essa escolha sustenta boa parte da comédia. Quanto mais convencido Drebin parece, pior ficam as consequências de suas decisões.

Investigação

A investigação começa depois de um assalto a banco comandado por Sig Gustafson, personagem de Kevin Durand. Sig funciona quase como um criminoso cansado da própria profissão. Ele tenta organizar roubos, esconder provas e administrar subordinados violentos enquanto Frank aparece destruindo portas, quebrando vitrines e interrompendo operações policiais importantes. Em pouco tempo, o caso deixa de ser apenas um crime financeiro. Um homem aparece morto dentro de um veículo e o departamento trata o episódio como suicídio. Beth Davenport, interpretada por Pamela Anderson, não aceita essa versão e procura Drebin na esperança de descobrir o que realmente aconteceu com o irmão.

Beth acaba levando Frank até Richard Cane, dono de uma empresa de carros elétricos que mantém relações suspeitas com empresários, políticos e figuras influentes da cidade. Danny Huston interpreta Cane com aquele ar típico de executivo que sorri durante reuniões enquanto esconde alguma coisa nos bastidores. O personagem tenta manter aparência pública impecável, mas o roteiro deixa sinais constantes de que existe algo errado dentro da empresa. Funcionários silenciosos, documentos escondidos e reuniões interrompidas ajudam a empurrar Drebin para dentro da conspiração.

Confusão em dose dupla

Akiva Schaffer usa essas situações para criar sequências longas de confusão física. Um simples interrogatório termina com móveis destruídos e sprinklers acionados. Uma infiltração discreta dentro da empresa de Cane provoca correria entre executivos e seguranças. Em outra cena, Frank tenta apresentar provas durante uma reunião oficial da polícia e transforma o auditório num cenário de pane elétrica e incêndio acidental. O longa sabe que esse tipo de humor depende de ritmo. As piadas não ficam tempo demais na tela e quase sempre aparecem no pior momento possível para os personagens.

Paul Walter Hauser também ajuda bastante no funcionamento da dupla principal. Ed Hocken Jr. acompanha Drebin sem entender exatamente o que está acontecendo, mas continua seguindo ordens por pura lealdade ou talvez por falta de alternativa melhor. Hauser trabalha muito bem as pausas e os silêncios. Em várias cenas, basta um olhar confuso do personagem para transformar uma situação comum em algo completamente ridículo. Há momentos em que o próprio departamento parece desistir de controlar os dois policiais.

Perigo generalizado

Enquanto isso, a cidade começa a entrar em alerta. As pistas encontradas por Frank indicam que bombas podem ser espalhadas por Los Angeles. O problema é que quase ninguém acredita nele. Seus superiores enxergam apenas um policial desastrado acumulando prejuízos financeiros e destruição de patrimônio público. A imprensa trata Drebin como motivo de piada e Richard Cane aproveita a desorganização da polícia para proteger os próprios negócios.

O filme manda bem quando mistura suspense policial com absurdo completo. Frank precisa impedir ataques, perseguir criminosos e localizar provas enquanto destrói carros, invade lugares errados e ameaça operações inteiras sem perceber. Existe uma sequência particularmente engraçada numa perseguição de automóveis que atravessa uma feira lotada. Drebin tenta encurtar caminho e provoca acidentes em cadeia enquanto continua falando normalmente com o parceiro dentro do carro. A situação fica tão fora de controle que os próprios criminosos parecem assustados com a presença dele.

Pamela Anderson aparece menos tempo do que o esperado, mas entrega uma personagem importante para sustentar o mistério central. Beth não funciona apenas como interesse romântico ou testemunha da investigação. Ela ajuda Frank a ligar pontos que a polícia ignorava e mantém a pressão sobre o caso quando outros personagens tentam arquivar o inquérito. Anderson também entra no tom exagerado da produção sem transformar a personagem numa caricatura vazia.

“Corra que a Polícia Vem Aí!” não tenta modernizar tudo nem transformar Frank Drebin Jr. num herói sofisticado. Akiva Schaffer aposta em acidentes físicos, diálogos absurdos e operações policiais que saem do controle em poucos segundos. Liam Neeson, conhecido por papéis sérios em thrillers de ação, usa a própria imagem sisuda para aumentar ainda mais o ridículo das situações. Cada vez que Drebin atravessa um corredor acreditando ter encontrado a solução perfeita, alguém perde dinheiro, uma parede desaba ou uma investigação inteira afunda diante da chefia da polícia.



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