O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que pretende reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição do nome pelo plenário da Casa, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo neste domingo (17).
De acordo com o jornal, Lula avalia que a escolha de ministros da Corte é uma prerrogativa do presidente da República e que a derrota representou um revés ao governo, não pessoalmente a Messias.
Ainda segundo a Folha, o presidente deve reenviar o nome antes das eleições de outubro. Em conversas com ministros e articuladores políticos, Lula teria afirmado que não houve justificativa técnica para a rejeição do advogado-geral da União e que Messias demonstrou preparo durante a sabatina no Senado.
A reportagem afirma ainda que Lula reforçou sua avaliação positiva após acompanhar manifestações de apoio ao AGU durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo a Folha, o clima entre o presidente e o senador Davi Alcolumbre ficou mais frio após o episódio, marcado por poucas interações entre os dois durante a cerimônia.
Aliados próximos relataram ao jornal que Jorge Messias ficou recluso após a rejeição e chegou a cogitar deixar o governo. Lula, porém, teria pedido que ele não tomasse decisões “no calor da derrota”. O AGU entrou de férias no último dia 13 de maio e deve retornar ao cargo em 25 de maio.
A Folha também informou que, apesar da derrota inédita no Senado, Lula não pretende promover mudanças na articulação política do governo com o Congresso. Segundo o jornal, o presidente mantém apoio ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e ao ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
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