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Lula diz que falou a Trump que não quer “guerra” com ele

Lula diz que falou a Trump que não quer “guerra” com ele

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que afirmou ao presidente Donald Trump que não quer “guerra” contra ele e que sua disputa é “na narrativa”. Lula e Trump se encontraram na quinta-feira na na Casa Branca, em Washington.

— O que aconteceu entre nós e os Estados Unidos. A primeira coisa foi provar que EUA cometia equívoco ao dizer que tinham déficit comercia com a gente. Quem tem déficit é o Brasil. Era preciso colocar a verdade na mesa — afirmou em evento do Ministério de Minas e Energia, em Brasília — Eu não quero guerra com você. Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, o melhor caça do mundo, o melhor… Eu sei de tudo isso. É preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos.

Ao discursar, Lula afirmou que a reunião com Trump discutiu sobretudo a situação de tarifas de importações de produtos brasileiros e americanos. Pontuou que os próximos 30 dias serão decisivos para essa discussão e disse estar “muito tranquilo na nossa relação com os EUA”:

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— O Brasil não tem nenhum nenhum preconceito na sua relação comercial — disse — Estou muito tranquilo na nossa relação com os EUA e os empresários brasileiros podem ficar tranquilos que vai acontecer muita coisa daqui pra frente.

Lula sobre comércio entre Brasil e EUA: “Tem uma divergência entre eles e nós que ficou explicitada na reunião”

Ontem, Lula classificou o encontro como produtivo, dizendo que voltava ao Brasil “mais otimista”. Na pauta, o tema principal foi a negociação comercial em torno das tarifas de importação sobre produtos brasileiros entram nos EUA, mas houve espaço para temas como Irã, combate ao crime financeiro organizado, exploração de minerais críticos e também para momentos bem-humorados.

Lula, que foi recebido com um tapete vermelho, afirmou que a conversa não evitou assuntos complexos, pelo contrário: segundo ele, discutiram “assuntos que pareciam tabus”.

No entanto, o Pix e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas não foram abordados. Na parte comercial, ficou acordado que as equipes dos dois governos vão trabalhar por mais 30 dias para avançar nas negociações das tarifas de importação sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos.

— Fiz a reunião, estou feliz. Volto ao Brasil mais otimista. Acho que o presidente Trump também ficou otimista e espero que as coisas comecem a avançar — afirmou Lula, em entrevista coletiva na embaixada do Brasil, em Washington, após a reunião. — Saio daqui com a ideia de que demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica com os EUA.



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