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Embraer tem lucro de R$ 145,4 milhões no primeiro trimestre

Embraer tem lucro de R$ 145,4 milhões no primeiro trimestre

A Embraer registrou carteira de pedidos recorde de US$ 32,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com alta de 22% e entrega de 44 aeronaves

A Embraer divulgou nesta sexta-feira (8), os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões, queda de 51,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As receitas líquidas atingiram R$ 7,58 bilhões, alta de 18,4% em relação aos três primeiros meses de 2025, que também foram marcados pela carteira de pedidos consolidada de US$ 32,1 bilhões, o maior volume já registrado pelo fabricante para o período e o sexto recorde histórico consecutivo.

O montante representa crescimento de 22% na comparação anual e avanço de 2% em relação ao quarto trimestre de 2025, impulsionado principalmente pelo desempenho da aviação comercial, serviços e suporte e pelas entregas em todas as unidades de negócio.

No período, a fabricante entregou 44 aeronaves, alta de 47% frente às trinta entregas registradas no primeiro trimestre de 2025. Do total, foram entregues 29 jatos de negócios, dez aeronaves comerciais e cinco aeronaves de defesa, incluindo modelos militares e turboélices de ataque leve.

Aviação comercial

A divisão de aviação comercial encerrou o trimestre com carteira de pedidos de US$ 15 bilhões, crescimento de 50% na comparação anual e de 3% frente ao trimestre anterior.

O principal contrato do período foi firmado com a Finnair, que realizou um pedido de até 46 aeronaves E195-E2, incluindo encomendas firmes, opções e direitos de compra. Como resultado, dezoito unidades do E195-E2 foram adicionadas à carteira no trimestre.

Além disso, outras três aeronaves do mesmo modelo foram comercializadas para um cliente não divulgado.

A unidade entregou dez aeronaves comerciais entre janeiro e março, ante sete no mesmo período de 2025. As entregas incluíram o modelo E175 para a Republic Airlines, American Airlines e SkyWest Airlines, além do E190-E2 e do E195-E2 destinados à Azorra, AerCap e Luxair.

Aviação de negócios

Na aviação executiva, a carteira permaneceu em US$ 7,6 bilhões, mantendo estabilidade tanto na comparação anual quanto trimestral. A divisão entregou 29 aeronaves, alta de 26% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

Desse total, foram entregues dezesseis jatos leves e treze jatos médios, incluindo aeronaves das famílias Phenom 300 e Praetor 600.

Durante o trimestre, a fabricante também anunciou os novos Praetor 600E e Praetor 500E, versões atualizadas da linha de aeronaves de negócios.

Segundo a companhia, a família Phenom 300 foi reconhecida como o jato leve mais entregue do mundo pelo 14º ano consecutivo e como o bimotor mais entregue pelo sexto ano seguido.

Defesa e segurança

A unidade de defesa e segurança encerrou o trimestre com carteira de US$ 4,4 bilhões, avanço de 5% na comparação anual, embora tenha registrado retração de 4% frente ao trimestre anterior.

No período, a empresa entregou um KC-390 Millennium para Portugal e quatro A-29 Super Tucano para Portugal, Uruguai e um cliente não divulgado na África.

A fabricante também confirmou o Uzbequistão como cliente anteriormente não revelado do KC-390 e anunciou a Força Aérea das Filipinas como compradora de seis unidades do A-29 Super Tucano.

Atualmente, o KC-390 acumula 32 pedidos firmes, enquanto o A-29 soma 27 aeronaves encomendadas.

Serviços e suporte

A divisão de serviços e suporte registrou carteira recorde de US$ 5,1 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual, impulsionada por contratos de manutenção e suporte de longo prazo.

Entre os acordos anunciados estão contratos com a Airnorth para suporte da frota de E-Jets, com a Força Aérea Húngara para suporte ao KC-390 e com a Virgin Australia para serviços de manutenção preditiva da frota de E2.

Produção

As entregas combinadas de aviação comercial e aviação de negócios representaram cerca de 16% do ponto médio da projeção anual da companhia, estimada entre 240 e 255 aeronaves em 2026. O percentual ficou acima da média histórica de 12% registrada nos últimos cinco anos.





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