Uma comissária holandesa foi hospitalizada com suspeita de hantavírus após contato com passageira ligada ao surto no MV Hondius
Uma comissária de bordo da KLM foi hospitalizada com suspeita de infecção por hantavírus após ter tido contato com uma passageira holandesa de 69 anos que morreu em Joanesburgo, na África do Sul, no fim de abril.
A informação foi divulgada pela emissora holandesa RTL nesta quinta-feira (7). Segundo a reportagem, a profissional apresenta sintomas leves e foi colocada em isolamento no hospital Amsterdam UMC, onde passa por exames para confirmação do diagnóstico.
Até o momento, autoridades de saúde não confirmaram se o caso está diretamente relacionado ao surto registrado a bordo do navio de expedição MV Hondius.
Contato em avião da KLM
A passageira holandesa de 69 anos havia embarcado rapidamente em uma aeronave da KLM no aeroporto de Joanesburgo em 25 de abril.
De acordo com as informações divulgadas, a mulher foi impedida de seguir viagem devido ao seu estado de saúde. Após deixar a aeronave, ela foi encaminhada a um hospital local, onde morreu no dia seguinte.
O contato entre a passageira e a tripulante ocorreu durante esse processo de embarque, antes da remoção da passageira para atendimento médico.
Surto no MV Hondius
A morte da passageira está associada ao surto de hantavírus identificado entre passageiros do navio de expedição MV Hondius e que já resultou na morte de três pessoas: a passageira holandesa de 69 anos, o marido da vítima e de um cidadão alemão que também esteve a bordo da embarcação.
Os três haviam participado da mesma viagem no cruzeiro de expedição.
Monitoramento sanitário e investigação
Autoridades de saúde na Europa e na África do Sul acompanham o caso e investigam possíveis cadeias de transmissão do vírus. Ainda não foram divulgadas informações sobre novos casos confirmados entre passageiros, tripulantes do navio ou funcionários do setor aéreo.
O hantavírus é geralmente transmitido por contato com roedores infectados ou seus fluidos corporais. Casos de transmissão entre humanos são considerados raros e dependem da cepa viral envolvida.
A investigação sanitária busca determinar se houve exposição adicional durante a viagem marítima, deslocamentos posteriores ou durante operações de transporte aéreo.
