A Leonardo também registrou 9 bilhões de euros em novos pedidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 31%
A Leonardo divulgou nesta quarta-feira (6), os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido de 184 milhões de euros (R$ 1,07 bilhão), queda de 53,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os três primeiros meses deste ano foram marcados pelo crescimento de dois dígitos em seus principais indicadores operacionais e financeiros, impulsionados pela expansão das encomendas nos segmentos de defesa, helicópteros, aeronáutica, cibersegurança e espaço.
Entre janeiro e março, a companhia registrou 9 bilhões de euros em novos pedidos, alta de 31% na comparação anual, enquanto a receita avançou 6,9%, para 4,4 bilhões de euros.
Carteira de pedidos
A carteira de pedidos do fabricante italianochegou a 56,8 bilhões de euros, avanço de 23% frente ao mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o volume garante mais de 2,5 anos de cobertura de produção.
O crescimento foi parcialmente influenciado pela consolidação da operação da Iveco Defence Vehicles (IDV), concluída em março por aproximadamente 1,6 bilhão de euros, adicionando cerca de 5,6 bilhões de euros ao backlog.
Helicópteros
A divisão de helicópteros reportou 2,68 bilhões de euros em pedidos, crescimento de 13,5%.
O principal destaque foi o contrato do programa New Medium Helicopter (NMH) do Ministério da Defesa do Reino Unido para o fornecimento de 23 helicópteros AW149 às Forças Armadas britânicas.
A unidade também entregou 29 helicópteros no trimestre, ante 28 no mesmo período do ano anterior.
Aeronáutica
A divisão de aeronáutica apresentou um dos maiores avanços do trimestre, com alta de 94,1% nos novos pedidos, totalizando 2,68 bilhões de euros.
O crescimento foi impulsionado por contratos para doze aeronaves M-346 para a Força Aérea da Austria, suporte logístico ao cargueiro C-27J Spartan da Força Aérea Italiana, oito novos caças Eurofighter Typhoon para a Itália e vinte Eurofighter para a Alemanha.
Na aviação comercial, a unidade de aeroestruturas ampliou entregas para programas da Boeing, Airbus e ATR.
