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Copel alia risco limitado a bons dividendos e tem preço-alvo elevado pelo JPMorgan

Copel alia risco limitado a bons dividendos e tem preço-alvo elevado pelo JPMorgan

O JPMorgan manteve recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a companhia elétrica Copel (CPLE3) e elevou o preço-alvo de R$ 15,10 para R$ 18, o que representa um potencial de retorno de cerca de 18% e taxa interna de retorno (TIR) real de 10,5%.

O banco destaca preferência por empresas com cenários de risco mais controlados, mesmo que isso limite ganhos mais agressivos. Nesse contexto, avalia que a Copel se encaixa nesse perfil, com impacto relativamente limitado em cenários adversos. Uma queda de 30% nos preços de energia teria efeito de cerca de menos 10% no valor presente líquido (VPL), enquanto uma redução de 100 pontos-base no retorno permitido na distribuição implicaria impacto de cerca de 6%. Os dividendos podem permanecer acima de 5% entre 2026 e 2029, ante 7% no cenário base.

O JPMorgan ressalta que ação vem apresentando desempenho superior ao setor, com alta de 35% no ano e de 80% em 12 meses, superando seus pares. Nos níveis atuais, o banco estima que a companhia negocia a cerca de 1,4 vez EV/RAB (Valor da Firma sobre Base de Ativos Regulatórios) projetado para 2026 e 16 vezes lucro, sustentado por crescimento médio anual de lucro por ação de cerca de 11% em cinco anos.

Entre os fatores controláveis, o banco destaca o desempenho da Copel no último leilão de capacidade, que evidenciou equilíbrio na alocação de riscos, destravou valor relevante e reforçou sua posição como alocadora eficiente de capital, com balanço confortável. No cenário externo, os preços de energia no Brasil permanecem firmes, acima de R$ 220 por Megawatt-hora (MWh), com surpresas positivas nos preços realizados, especialmente no segmento hidrelétrico e na região Sul.

A revisão do preço-alvo incorpora novos projetos hidrelétricos contratados no leilão, estimativas preliminares para a revisão tarifária da distribuidora, atualização da curva de preços de energia, dados operacionais recentes e premissas macroeconômicas. O JPMorgan observa que suas projeções para 2026 a 2030 permanecem ligeiramente abaixo do consenso, refletindo premissas mais conservadoras para preços de energia no longo prazo.



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