O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pela retirada das credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos que atua no Brasil. A medida ocorreu após o governo Donald Trump pedir a retirada dos Estados Unidos do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território americano.
— Parabéns pela sua posição em relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltar a normalidade — afirmou Lula em um vídeo publicado nas redes sociais.
O oficial era um policial americano que trabalhava dentro de uma unidade da PF em Brasília, até a retirada de credenciais. A partir de agora, o agente deixa de ter acesso à unidade e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias do Brasil e dos Estados Unidos. Andrei afirma que esse procedimento foi mesmo que aconteceu com o delegado brasileiro que atuava em Miami.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os termos da aplicação da reciprocidade “envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro”.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que os Estados Unidos não seguiram a “boa prática diplomática de diálogo” entre “nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos” ao pedir a retirada dos EUA do delegado. No texto, o Itamaraty justifica a ação de reciprocidade adotada pela Polícia Federal a um agente americano que atuava em cooperação com a instituição.
Na gravação feita no Palácio da Alvorada, Lula aparece ao lado de Andrei Rodrigues e do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para anunciar a contratação de 1 mil policiais federais.
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