American Airlines diz que não negocia fusão com United Airlines e avalia que combinação seria negativa
A American Airlines disse, em comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (17), que não participa nem tem interesse em discussões sobre uma eventual fusão com a United Airlines.
A empresa sustenta que uma combinação entre as duas companhias aéreas seria negativa para a concorrência e para os consumidores, além de potencialmente incompatível com princípios de direito antitruste.
Segundo a companhia, o posicionamento ocorre em meio a debates mais amplos sobre possíveis mudanças no mercado de transporte aéreo dos Estados Unidos. A empresa destacou o papel da administração federal na condução de políticas para o setor.
Avaliação sobre fusões
A American Airlines reconhece que transformações no mercado podem ser necessárias, mas rejeita especificamente uma fusão com a United Airlines. De acordo com o comunicado, a avaliação interna considera que tal movimento poderia reduzir a competição no setor de aviação comercial.
“A American Airlines não está envolvida nem interessada em quaisquer discussões relacionadas a uma fusão com a United Airlines. Embora mudanças no mercado possam ser necessárias, uma combinação com a United seria negativa para a concorrência e para os consumidores”, disse a empresa.
A companhia acrescenta que esse entendimento está alinhado com sua leitura sobre a política da atual administração para o setor aéreo e com os princípios de aplicação das leis antitruste nos Estados Unidos.
Histórico
No início da semana, a agência Reuters divulgou, citando fontes, que uma eventual fusão entre United Airlines e American Airlines foi discutida no fim de fevereiro, em reunião entre Scott Kirby, CEO da United, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
A conversa ocorreu durante encontro na Casa Branca sobre o futuro do aeroporto internacional de Washington (IAD), capital norte-americana. O tema da fusão teria sido abordado ao final da agenda.
De acordo com a publicação, Kirby argumentou que a combinação das duas companhias criaria uma operadora mais robusta para competir em mercados internacionais, em linha com a preocupação da administração Trump com déficits comerciais globais.
