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Pensando nas férias? O consórcio de viagem pode ajudar no seu planejamento

Pensando nas férias? O consórcio de viagem pode ajudar no seu planejamento

Para a maioria das pessoas, a viagem costuma começar muito antes do embarque. Escolher o destino, acompanhar preços, montar o roteiro são passos que levam tempo e, para muita gente, vira um projeto construído ao longo de meses.

Só que nem sempre o pagamento segue esse mesmo ritmo. A volta normalmente coincide com a chegada da fatura do cartão: as parcelas se acumulam, o custo se espalha no tempo e, não raro, a conta permanece por mais tempo do que o previsto.

É nesse contexto que o consórcio de viagem pode dar uma força no planejamento, justamente para distribuir o custo da viagem em parcelas ao longo do tempo e sem cobrança de juros.

Basicamente, o modelo segue a lógica dos demais consórcios. O participante entra em um grupo, paga mensalidades e pode ser contemplado por sorteio ou lance para usar a carta de crédito na viagem.

Ao mesmo tempo, prazos, regras de uso e variações de preço influenciam esse planejamento, e fazem com que o consórcio se encaixe melhor em alguns cenários do que em outros, como observam especialistas que falaram ao InfoMoney.

O que dá (e o que não dá) para pagar em um consórcio de viagem

Na prática, o consórcio de viagem cobre boa parte da estrutura necessária para organizar o destino.

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“Depois de contemplado, o crédito pode ser usado para pagar passagens, hospedagem, pacotes turísticos e passeios”, explica Pedro Afonso Gomes, economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon).

Por outro lado, o consórcio não cobre gastos do dia a dia durante a viagem. Alimentação, transporte local, compras e despesas informais ficam fora do uso da carta de crédito.

✔️ Entra na carta de crédito❌ Fica fora da carta de crédito
Passagens aéreas (nacionais e internacionais)Alimentação no destino (restaurantes, cafés)
Hospedagem (hotel, resort, pacote com agência)Transporte local (uber, táxi, metrô, aluguel de carro informal)
Pacotes turísticos completos e seguro-viagemCompras durante a viagem
CruzeirosGorjetas e despesas do dia a dia
Passeios e ingressos contratados por operadorasPasseios pagos diretamente no local (sem intermediação formal)

Ou seja, o consórcio cobre a organização da viagem, enquanto o viajante assume os custos que surgem ao longo dela.

O que muda na prática ao planejar uma viagem com consórcio

Ao incluir o consórcio de viagem no planejamento financeiro, o tempo passa a ter um papel central.

“O principal ponto de atenção é o prazo de contemplação”, afirma Pércio Arraes, especialista em consórcio e sócio do Grupo Nexco. Como a contemplação ocorre por sorteio ou lance, o acesso ao crédito não segue uma data fixa. Isso influencia diretamente o momento da viagem, principalmente quando o planejamento depende de preços ou oportunidades específicas.

Além disso, o custo total da viagem pode variar ao longo do tempo, especificamente no caso de passagens, hospedagem e câmbio.

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E também pode acontecer de o valor não ser totalmente utilizado. Nesse caso, o saldo não vira recurso livre e costuma abater o próprio consórcio.

Onde o consórcio de viagem se encaixa melhor no planejamento

O consórcio de viagem funciona melhor em planejamentos feitos com antecedência e com alguma flexibilidade de prazo, afirma Bruno Borges, CPO e CMO do Mycon Consórcios.

A modalidade ajuda a organizar o gasto ao longo do tempo, especialmente para quem prefere evitar juros e estruturar a viagem de forma gradual.

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Por outro lado, quando a viagem já tem data definida ou depende de uma oportunidade específica, outras formas de pagamento tendem a oferecer mais previsibilidade.

Resumo: o que considerar no planejamento

O tempo influencia a viagem: o crédito depende de sorteio ou lance.

A viagem pode mudar de data: sem contemplação, o plano pode precisar de ajuste.

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Os custos não são fixos: passagens, hospedagem e câmbio variam ao longo do tempo.

Nem todo o valor vira dinheiro livre: se sobrar, o saldo tende a abater o próprio consórcio.

Funciona melhor com planejamento: faz mais sentido para quem tem flexibilidade e organiza a viagem com antecedência.

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Menos previsível para datas fixas: para viagens já marcadas, outras formas de pagamento costumam funcionar melhor.



Fonte

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