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Economia

UBS reduz preço-alvo do S&P 500 como efeito da recuperação lenta pós-guerra

UBS reduz preço-alvo do S&P 500 como efeito da recuperação lenta pós-guerra

Mesmo com as expectativas altas de fim próximo da guerra no Oriente Médio, a retomada dos fluxos de energia devem demorar mais. Para o UBS, a recuperação dos níveis pré-conflito poderá levar mais tempo, pressionando a economia. Em resposta a esse cenário, o banco decidiu reduzir as projeções de preço para o S&P 500.

Para junho de 2026, a projeção cai de 7.300 para 7.000. Para dezembro deste ano, recua de 7.700 para 7.500. Apesar da apreensão com o cenário, a estimativa de lucro por ação para 2026 permanece inalterada, de US$ 310, representando um crescimento de 11%.

As projeções também sugerem um potencial de valorização atrativo. Por esse motivo, o UBS manteve a visão Attractive (perspectiva positiva) para as ações dos Estados Unidos. De acordo com os analistas, os efeitos negativos da guerra deve diminuir nas próximas semanas, impulsionando as ações e provocando um crescimento saudável dos lucros.

Por outro lado, os cálculos mostram uma recuperação mais lenta da produção de petróleo aos níveis pré-conflito. Como efeito disso, o UBS acredita que os preços devem seguir altos, obstruindo o crescimento econômico e mantendo as pressões inflacionárias.

Essa dinâmica, conforme o banco, provavelmente atrasará novos cortes de juros pelo Federal Reserve. As novas estimativas dos analistas adiaram a possibilidade de corte para setembro e dezembro. “Embora não acreditemos que isso represente uma ameaça significativa à expansão econômica, implica um cenário macroeconômico um pouco menos favorável em relação às expectativas anteriores”, explicam.

Potencial de valorização

Mesmo com o atraso no afrouxamento monetário, o UBS espera um avanço nas ações. Esse movimento, de acordo com os economistas, será sustentado por uma combinação de crescimento sólido dos lucros, um FED ainda amplamente favorável, e a contínua adoção e monetização da inteligência artificial.

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Outros fatores como a taxa de volatilidade, também representam um bom sinal. Em março, o índice VIX, que mede a volatilidade, fechou acima de 31, um valor maior do que 93% das observações históricas. Segundo o UBS, quando o VIX fechou acima desse nível, o S&P 500 apresentou retorno médio anual de 22% no ano seguinte.

De maneira geral, a nova estimativa considera uma desaceleração no conflito no Oriente Médio e depende da recuperação dos fluxos de energia para impulsionar os ganhos. Uma possível extensão não esperada da guerra, levando à redução do fluxo de petróleo, por exemplo, poderia pressionar esse resultado.



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