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Galípolo deve comparecer à CPI do Crime Organizado para falar sobre o caso Master

Galípolo deve comparecer à CPI do Crime Organizado para falar sobre o caso Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deve aceitar o convite e comparecer à CPI do Crime Organizado para falar sobre o caso envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A informação foi confirmada pelo jornal Valor Econômico.

A sessão ocorrerá na quarta-feira (8). A comissão também espera ouvir o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, para que ambos possam esclarecer a atuação da autarquia em relação ao liquidado Banco Master e a seu dono, Vorcaro. Campos Neto ainda não confirmou presença.

O convite a Galípolo atende a requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que quer esclarecimentos sobre a atuação do BC e também sobre uma reunião no Palácio do Planalto, ocorrida em novembro de 2024, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galípolo e outros integrantes do governo teriam se encontrado com o banqueiro.

Na justificativa, Girão afirma que a oitiva pretendida “não se dirige à atividade técnica do Banco Central em si, mas à necessidade de assegurar transparência institucional e afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro”.

Já Campos Neto deverá esclarecer a autorização concedida ao banqueiro, em 2019, para assumir o controle do antigo Banco Máxima, posteriormente rebatizado como Banco Master. Outro ponto a ser tratado é o envolvimento de servidores do BC em uma rede de contatos que forneceria informações privilegiadas a Vorcaro.

“A experiência acumulada por Roberto Campos Neto à frente do Banco Central o coloca em posição privilegiada para contribuir com uma dimensão prospectiva igualmente importante para esta Comissão: a identificação de lacunas regulatórias e a proposição de aperfeiçoamentos institucionais que possam fortalecer a capacidade do sistema financeiro nacional de resistir à infiltração de organizações criminosas”, defendeu o autor do convite feito a Campos Neto, o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE).

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