7 Abr (Reuters) – O Irã atacou nesta terça-feira o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, o coração do setor de refino do reino, informou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em um comunicado, embora não tenha ficado imediatamente claro o que exatamente foi atingido.
Jubail, uma cidade industrial em expansão, abriga joint ventures grandes e multibilionárias entre a gigante petrolífera Saudi Aramco, apoiada pelo Estado, e sua subsidiária petroquímica SABIC, e grandes empresas ocidentais de energia.
A Guarda disse que os ataques foram ‘em resposta aos crimes do inimigo na agressão contra as plantas petroquímicas (do Irã) de Asaluyeh’.
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Não ficou imediatamente claro qual instalação ou instalações foram atingidas. Imagens de vídeo verificadas pela Reuters mostraram fumaça e chamas saindo da direção de Jubail.
A Guarda afirmou ter ‘efetivamente atingido com mísseis de médio alcance e vários drones suicidas’ o complexo Sadara, uma joint venture de US$20 bilhões entre a Aramco e a Dow que foi fechada na semana passada, e outras instalações em Jubail, incluindo uma pertencente à ExxonMobil.
A Guarda também disse ter atingido uma instalação petroquímica na vizinha Juaymah. No entanto, indicou que a instalação era de propriedade da Chevron Phillips e a empresa não parece ter nenhuma instalação lá, mas sim em Jubail.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita declarou anteriormente que as defesas aéreas interceptaram e destruíram sete mísseis balísticos lançados contra a região leste do reino, acrescentando que os destroços dos mísseis interceptados caíram perto de instalações de energia.
A Aramco se recusou a comentar sobre os ataques relatados em Jubail e Juaymah. O escritório de comunicações do governo saudita e a SABIC não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

